Bruno Paes Moreira substitui Joana Gaspar na direção da AICEP

Bruno Paes Moreira ocupava-se das questões comerciais na REPER, foi chefe de gabinete do então MNE Rui Machete e cônsul-geral de Portugal em Genebra. Já tem luz verde da Cresap.

Bruno Paes Moreira foi o nome escolhido para vogal executivo do conselho de administração da AICEP, depois da saída de Joana Gaspar que foi escolhida para cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro. O diplomata, que estava na representação permanente de Portugal junto da União Europeia, já teve luz verde da Cresap.

Após a reunião desta quinta-feira foi aprovada “uma Resolução do Conselho de Ministros que designa Bruno Paes Moreira, para vogal executivo do conselho de administração da AICEP, após parecer positivo da CReSAP”, lê-se no comunicado publicado esta quinta-feira, após o encontro do Governo que teve como principais temas a aprovação do regime do trabalho médico em prestação de serviços, que apresenta “ligeiras alterações” em relação ao diploma inicial que tinha sido devolvido pelo anterior Presidente da República.

Joana Gaspar, diplomata de carreira, entrou na Aicep para integrar o conselho de administração de Ricardo Arroja, mantendo-se no cargo apesar da mudança de direção – Ricardo Arroja foi afastado e Madalena Oliveira e Silva, que era do board, passou a presidente. Joana Gaspar, antes de passar para a agência, era coordenadora do Centro de Estudos e Análise Estratégica do Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Já no atual exercício de funções foi promovida de conselheira de embaixada à categoria de ministra plenipotenciária de 2.ª classe da carreira diplomática, em outubro do ano passado. Mas foi o nome escolhido por Paulo Rangel para o cargo de cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, que está vago há dois meses, sendo a saída de Joana Gaspar apontada para junho.

O seu substituto tinha de ser obrigatoriamente um diplomata dado o cariz de diplomacia económica da AICEP, por isso a saída de Joana Gaspar foi encarada com alguma normalidade dados os movimentos diplomáticos e as necessárias rotações nos cargos, tal como o ECO escreveu.

Bruno Paes Moreira ocupava-se das questões comerciais na REPER, nomeadamente o comité de política comercial, a Organização Mundial de Comércio e os acordos de comércio livre. Na sua carreira já tinha sido nomeado, em 2018, cônsul-geral de Portugal em Genebra, mandato que foi prorrogado até 2023. Antes já tinha ocupado postos nas embaixadas portuguesas na China, Argentina e Irlanda e foi adjunto do gabinete do então ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete, passando depois a chefe de gabinete em 2015.

É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e iniciou a carreia diplomática com a aprovação no concurso de admissão aos lugares de adido de embaixada, aberto em 5 de junho de 1997. Bruno Paes Moreira foi ainda presidente da Autoridade Nacional para efeitos do Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares, presidente da Autoridade Nacional para a Proibição das Armas Químicas (ANPAQ) e conta com várias condecorações: Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul, do Brasil; Oficial da Ordem de Isabel a Católica, de Espanha; Oficial da Ordem de Leopoldo II, da Bélgica; Oficial da Ordem da Águia Azteca, do México; Cavaleiro da Legião de Honra, da França; Cavaleiro da Ordem da Fénix, da Grécia.

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