CEO da FastFiber pede ao Governo condições para poder enterrar mais fibra ótica
CEO da empresa diz que a lei em vigor não tem aplicação prática e que as condutas pertencem a muitas empresas com "processos diferentes".

O CEO da FastFiber pediu esta quinta-feira ao Governo e regulador para que facilitem o acesso às condutas, de modo a enterrar mais troços das redes de fibra ótica, fomentando a resiliência das mesmas face a fenómenos como as tempestades deste ano. Segundo Pedro Rocha, estas infraestruturas são detidas por múltiplas entidades que têm “processos diferentes”, com a agravante de que a legislação atual não tem aplicação prática no terreno.
“Existe uma legislação que coordena tudo isto [do acesso às condutas], mas ela não está efetiva. Ela só existe. Devemos ter acesso a essas infraestruturas, devemos possibilitar que esses cabos sejam enterrados a preços que sejam rentáveis para nós. Isso devia ser algo que Governo e os reguladores deviam olhar com cuidado e abrir aqui algumas exceções”, afirmou Pedro Rocha, num painel inserido no congresso anual da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).
Adicionalmente, “as condutas que estão à disposição para que possamos colocar a fibra enterrada pertencem a várias empresas, e muitas vezes há dificuldade em o fazer. Cada empresa tem o seu próprio processo e em alguns casos nem conseguimos ter acesso a ele”, detalhou o CEO da FastFiber.
Apesar deste apelo, o gestor afastou a possibilidade de enterrar todas as partes das redes de fibra ótica que, atualmente, estão suspensas em postes: “Não é plausível que esse traçado aéreo vá todo para condutas”, prosseguiu o CEO da Fast Fiber.
Na mesma intervenção, Pedro Rocha assinalou que o conjunto de tempestades que afetou Portugal neste inverno, com destaque para a depressão Kristin, derrubou “cerca de 28 mil postes e 2.500 quilómetros de fibra”. Um tema que, de resto, tem marcado a discussão nesta 35.º edição do Digital Business Congress.
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