Diretora regional da Meta diz que Europa não precisa da sua própria cloud
Diretora de Políticas Públicas para a Europa do Sul da Meta afirmou que a Europa não precisa de construir a sua própria cloud, pois pode "usar o que já está disponível".
- Laura Bononcini, da Meta, afirmou que a Europa não precisa desenvolver a sua própria cloud, podendo utilizar soluções já existentes no mercado.
- A diretora destacou que 30% dos unicórnios da União Europeia deixaram o continente nos últimos 15 anos, evidenciando a fuga de talentos e inovações.
- Bononcini alertou que a falta de adoção de inteligência artificial pelas empresas europeias pode levar à sua substituição por concorrentes globais mais adaptados à nova realidade tecnológica.
A diretora de Políticas Públicas para a Europa do Sul da Meta, Laura Bononcini, afirmou esta quinta-feira que a Europa não precisa de construir a sua própria cloud, dizendo que pode “usar o que já está disponível”.
“Temos que usar a força que temos e avaliar o que já existe, não há necessidade de nós reconstruirmos toda a linha de produção (…) não há necessidade de na Europa termos a nossa própria cloud ou Inteligência Artificial (IA), podemos usar o que já está disponível”, disse no último dia do congresso da APDC, que decorre em Lisboa.
Bononcini referiu também que 30% dos unicórnios (empresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares) da União Europeia saíram do continente nos últimos 15 anos. “Nós estamos, na verdade, a inovar, só que não escolhemos a Europa para ficar”.
A dirigente da Meta referiu também que só “20% das empresas europeias estão a usar inteligência artificial”, uma realidade que nos EUA é de “cerca de 80% e um pouco mais na China”.
“A grande ameaça para a nossa economia não é a IA substituir os trabalhadores europeus, é que os competidores globalizados pela IA vão substituir as empresas europeias que ainda não aceitaram essa realidade”, asseverou Bononcini.
A dirigente ressalvou ainda que nos anos 2000 a Europa detinha 20% da capitalização bolsista do mercado tecnológico global, número que atualmente ronda os 4%. “Nenhuma empresa europeia é uma das 10 mais valiosas do mundo”, acrescentou.
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