Lucro da REN mais que duplica para 36,2 milhões de euros

No primeiro trimestre de 2025, a REN já havia quadruplicado o lucro para 14,4 milhões de euros.

A REN – Redes Energéticas Nacionais contabiliza um lucro de 36,2 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um disparo de 150,7% face ao obtido no período homólogo, e apesar dos danos deixados pelo comboio de tempestades.

No primeiro trimestre de 2025, a REN já havia quadruplicado o lucro para 14,4 milhões de euros, em comparação com os 3,7 milhões de euros registados em igual período do ano anterior. Na altura, o resultado líquido da elétrica subiu 290,7% de um ano para o outro.

A subida do resultado líquido é explicada pela REN, num comunicado enviado às redações, com a melhoria do EBITDA e a diminuição da carga fiscal, sendo que esta última retirou o peso de 9,9 milhões de euros à folha de balanço da cotada.

Apesar de o valor a ser tributado ter aumentado, a empresa beneficiou da eliminação da Contribuição Extraordinária Sobre o Setor Energético (CESE) que recaía sobre o gás, a qual aliviou a despesa fiscal em 10 milhões. Em paralelo, assinala ganhos decorrentes de decisões favoráveis no processo legal da CESE de 2022 da subsidiária Portgás (-4,1 milhões de euros).

No primeiro trimestre do ano, o EBITDA totalizou 143,2 milhões de euros, uma subida de 11,1%, “valor que reflete o desempenho positivo tanto na atividade doméstica, assim como na atividade internacional”.

O investimento, por outro lado, ficou-se pelos 48,5 milhões de euros, traduzindo-se num decréscimo de 29,9% face ao período homólogo. As transferências para a base de ativos regulados caíram para os 3,1 milhões de euros, um deslize 16,6 milhões de euros em termos homólogos. “Este decréscimo é em parte consequência de atrasos que alguns projetos sofreram com as tempestades do início do ano”, justifica a empresa.

A dívida líquida situou-se em 2,4 mil milhões de euros, representando um aumento 2,4% face ao primeiro trimestre de 2025. Já o custo médio da dívida diminuiu para 2,43%.

Consumo de eletricidade em níveis históricos para o trimestre

Nos primeiros três meses de 2026, o consumo de eletricidade atingiu os 14,6 terawatts-hora (TWh), o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre, ultrapassando o anterior máximo, de 14,1 TWh registado em 2025, em 3,8%, ou 3,9%, com correção de temperatura e dias úteis.

No primeiro trimestre, a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a representar 38%, a eólica 32%, a fotovoltaica 6% e a biomassa 4%. A produção a gás natural, embora impulsionada por restrições no sistema nacional na sequência dos efeitos da depressão Kristin, não ultrapassou 16% do consumo.

No segmento de gás mantém-se a tendência de aumento do consumo dos últimos meses, com uma variação homóloga, em março, de 10,3%. Este valor resulta do crescimento verificado no segmento de produção de energia elétrica, indica a REN.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h24)

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