Redes voltarão a falhar “se amanhã acontecer outra tempestade igual”
O líder da operadora Nos considera que "não há nada que se possa fazer" para alterar as consequências de uma tempestade da mesma dimensão da Kristin.
Miguel Almeida, CEO da NOS, admitiu esta quinta-feira que, caso volte a acontecer outra tempestade como a depressão Depressão Kristin, que afetou gravemente as redes de telecomunicações com a destruição de milhares de postes, sobretudo na zona centro, “não há nada que se possa fazer para mudar isso”.
O líder da operadora falou no congresso anual das telecomunicações da APDC, que termina esta quinta-feira em Lisboa, onde considerou ser difícil contornar uma tempestade desta magnitude.
“No que diz respeito à reposição integral dos serviços e da rede de infraestruturas, daquilo que era antes da tempestade, e se amanhã acontecer outra tempestade igual as consequências vão ser as mesmas”, atirou Miguel Almeida.
No entanto, o CEO da NOS explica que a empresa retirou algumas aprendizagens daquilo que aconteceu em janeiro, admitindo que a organização se está a preparar “para que no futuro possa fazer melhor”.
Miguel Almeida vincou ainda que não atribui culpas nem ao Governo nem à Proteção Civil pela forma como geriram o pós-tempestade. “O pós-evento não foi mal gerido pelas entidades públicas, não atribuo um comportamento menos que excelente ao Governo e à Proteção Civil”, finalizou.
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