Rheinmetall quer começar a produzir mísseis de cruzeiro já em 2026
A empresa de defesa alemã Rheinmetall quer começar a produzir mísseis de cruzeiro já em 2026 através da Rheinmetall Destinus Strike Systems, uma joint venture criada entre a Rheinmetall e a Destinus.
A Rheinmetall está a planear começar a produzir mísseis de cruzeiro, assim como outros mísseis de ataque de precisão, para a Alemanha e os países europeus ainda em 2026, numa altura em que a Europa procurar aumentar a sua capacidade de defesa de forma independente.
O grupo de defesa alemão, com sede em Düsseldorf, na Alemanha, afirmou que a produção dos mísseis de cruzeiro e foguetes de artilharia de longo alcance será feita através da Rheinmetall Destinus Strike Systems – uma joint venture criada em abril entre a Rheinmetall e a startup de defesa Destinus, com sede nos Países Baixos –, noticia o Financial Times.
A Destinus já fornece mísseis de cruzeiro para a Ucrânia, e anunciou no mês passado que concluiu com sucesso o voo de teste do novo sistema Ruta Block 2 – “um míssil de ataque de precisão contra alvos fortificados e de alto valor”, com um alcance de “mais de 700 quilómetros e capacidade para 250 quilogramas de carga”, pode ler-se no site da empresa.
A Rheinmetall, tradicionalmente fabricante de tanques, artilharia e munições, tem expandido as suas atividades para outros setores defesa, aproveitando a crescente preocupação da Europa em aumentar os gastos no setor em empresas europeias. Ainda esta semana, a empresa alemã pediu 12 mil milhões de euros ao governo da Alemanha para assumir o maior projeto de construção naval da Marinha do país, com seis fragatas F126.
O grupo de defesa alemão também anunciou esta quinta-feira que vai entrar na disputa pelo estaleiro alemão German Naval Yards Kiel (GNYK) com uma proposta não vinculativa, uma medida que aprofundaria a produção naval da Rheinmetall, colocando a empresa alemã em competição direta com a fabricante de navios de guerra Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS), noticia a Reuters.
Atrasos na entrega de armamento dos EUA à Europa
No mês passado, a Reuters avançou que o equipamento militar norte-americano deve sofrer atrasos nas entregas a países europeus, mesmo que o seu envio tenha sido previamente acordado.
Com as crescentes preocupações do conflito no Médio Oriente, numa altura em que as tensões entre a Ucrânia e a Rússia têm vindo a agravar-se, os países do Velho Continente viram-se obrigados a reforçar os gastos no setor de defesa, procurando armamento através de empresas exclusivamente europeias.
Os países europeus pertencentes da NATO receberam um apelo de Mark Rutte, o secretário-geral da aliança militar, para intensificarem em conjunto a produção da indústria de defesa que, acrescentou, será um tema fundamental na cimeira de julho em Ancara, na Turquia.
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