“Temos hoje 40 pedidos de instalação de data centers”, diz Pinto Luz
Miguel Pinto Luz afirmou que existem atualmente quatro dezenas de pedidos de instalação de data centers em Portugal, e pretende que estes projetos contribuam positivamente para a vida dos portugueses.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou esta quinta-feira que existem atualmente “40 pedidos de instalação de data centers” em Portugal.
Depois de o Governo ter aprovado, em março, o Plano Nacional de Data Centers, que pretende atrair novas infraestruturas para o país, Miguel Pinto Luz deixou claro que o objetivo do Executivo não é atrair investidores para território nacional “só porque trazem investimento para Portugal e têm acesso a energia barata”, mas sim garantir que estes projetos contribuam para melhorar a vida e as condições dos portugueses. “Portugal não está para venda ao desbarato”, atirou o governante.
Miguel Pinto Luz esteve presente no congresso anual do setor das comunicações, onde abordou também os desafios e dificuldades do setor das telecomunicações em Portugal.
Na sua intervenção, o ministro criticou o setor pelas críticas dirigidas ao Governo na sequência dos problemas causados pelas tempestades, nomeadamente a demora na reposição da rede fixa de telecomunicações, situação que ainda se mantém em algumas zonas mais de três meses depois do comboio de tempestades que afetou o país, pedindo que “deixem de apontar o dedo ao Governo” pelo sucedido no passado e que “contribuam todos para melhorar as telecomunicações em Portugal”.
O ministro das Infraestruturas e Habitação esclareceu ainda que a cloud soberana nacional será garantida pela IP Telecom, que “irá no fundo fornecer serviços ao Estado e a pequenas PME”, indicando que quem vai gerir essa infraestrutura será o Ministério da Reforma do Estado.
“Temos uma conclusão prevista [da cloud] para 2030, e a partir dessa data estimamos uma poupança de 30 milhões de euros”, explicou Miguel Pinto Luz. O ministro lembrou ainda que, no âmbito da cloud soberana, é a Anacom que tem o papel de ponto único de contacto para investidores que cheguem a Portugal, permitindo identificar de forma mais clara com quem devem articular para avançar com novos projetos.
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