CGTP entrega na segunda-feira pré-aviso de greve geral contra a reforma laboral

Negociação da reforma da lei laboral chegou ao fim sem acordo na Concertação Social. CGTP vai entregar agora pré-aviso da greve que já tinha anunciado para 3 de junho.

A CGTP vai entregar na segunda-feira no Ministério do Trabalho o pré-aviso da greve geral anunciada para 3 de junho contra a reforma da lei do trabalho que o Governo quer levar a cabo. A UGT não exclui juntar-se, mas o seu secretário-geral, Mário Mourão, esclareceu esta quinta-feira que a central sindical “ainda não está nesta fase”.

“Uma delegação da CGTP-IN, encabeçada pelo secretário-geral Tiago Oliveira, entrega segunda-feira, 11 de maio, às 13h00, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, na Praça de Londres, nº 2, em Lisboa, o pré-aviso de greve geral, convocada para o dia 3 de junho“, informa a estrutura sindical, numa nota enviada esta tarde às redações.

Esta paralisação foi anunciada nas celebrações do 1.º de Maio, com Tiago Oliveira a apelar à convergência de todas as estruturas dos trabalhadores.

Vamos afirmar a nossa indignação e protesto, a exigência de uma vida melhor, da derrota do pacote laboral, vamos afirmar a poderosa força dos trabalhadores. Todos juntos vamos realizar uma grande greve geral no próximo dia 3 de junho. E perante milhares de trabalhadores, a CGTP-Intersindical Nacional apela à convergência de todas as estruturas dos trabalhadores”, salientou o secretário-geral.

Questionado sobre esta paralisação, o secretário-geral da UGT adiantou, por sua vez, que esta central sindical “ainda não está nesta fase”. “Nem sequer ainda submeti uma proposta destas aos órgãos da UGT, porque o nosso trabalho não se esgota apenas na Comissão Permanente da Concertação Social. Será também junto dos grupos parlamentares”, frisou o sindicalista.

Na última greve geral contra a reforma laboral — que aconteceu a 11 de dezembro –, a CGTP e a UGT uniram esforços, o que resultou na paralisação de cerca de três milhões de trabalhadores, de acordo com as estimativas das centrais sindicais.

A negociação da reforma laboral arrancou em julho do ano passado, com o Governo a aprovar em Conselho de Ministros e a apresentar na Concertação Social um anteprojeto com mais de 100 mudanças ao Código do Trabalho. O documento mereceu, desde o primeiro momento, duras críticas por partes das duas centrais sindicais. Apesar das aproximações dos últimos nove meses, a negociação terminou esta quinta-feira sem acordo na Concertação Social.

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