⛽Combustíveis vão descer na próxima semana
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, caminham para uma descida semanal de 6%.
Os preços dos combustíveis vão descer significativamente na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá descer nove cêntimos, enquanto na gasolina a descida será de dois cêntimos, de acordo com os dados do ACP.
Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira, quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação de uma nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana, que deverá ser reduzido perante a expectável descida dos preços. Ainda assim o diesel regista um aumento acumulado é de 39,8 cêntimos e a gasolina de 28,7 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.
Esta semana, o gasóleo subiu sete cêntimos e a gasolina 6,3 cêntimos, tendo em conta o aumento do desconto extraordinário do ISP em 1,5 cêntimos no gasóleo e 0,6 cêntimos na gasolina, para “7,5 cêntimos e 5,1 cêntimos, respetivamente. O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis. De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,79% para os 100,85 dólares por barril, mas caminham para uma queda semanal de 6%.
“Os mercados recuaram perante as dúvidas se o cessar-fogo entre os EUA e o Irão se manterá”, explicam os analistas do Deutsche Bank, perante a escalada nas últimas horas, com os EUA a atacarem alvos no Irão depois de este ter disparado contra três navios de guerra norte-americanos no Estreito de Ormuz. A ajudar o aumento da tensão está a publicação de Donald Trump na rede Truth Social: “Vamos atingi-los com muito mais força e violência no futuro, se não assinarem o acordo, e depressa!”. No entanto, para os analistas do Deutsche, os mercados “ainda não estão a prever o pior cenário possível”.
“O mercado parece estar a aproveitar todas as oportunidades para antecipar um fim rápido da guerra”, disse Jan von Gerich, analista-chefe do Nordea, citado pela Reuters. “Mas parece improvável que se chegue a um acordo. Continuo a pensar que haverá perturbações no Estreito (de Ormuz) durante mais tempo e que a situação não será resolvida tão cedo”, acrescentou.
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