Nova forma de seleção corta pedidos de acesso à rede de 46 para quatro gigawatts

A medida de criar zonas de grande procura e pedir garantias aos promotores dos projetos que queriam ligar-se à rede, resultou numa descida drástica da capacidade requerida.

O responsável máximo pelas operações da REN (COO), João Conceição, indica que houve um decréscimo significativo nos pedidos de ligação à rede, desde que foram definidas zonas de grande procura com condições mais rigorosas de acesso. Os 13 pedidos, que correspondiam a 46 gigawatts, ficaram reduzidos a 4 gigawatts.

Antes da revisão do funcionamento das Zonas de Grande Procura, existia uma lista de 13 potenciais candidatos, cuja capacidade correspondia a 46 gigawatts, afirmou João Conceição, sublinhado que o número é relevante dado que, atualmente, o consumo nacional, no ponto máximo, exige dez gigawatts. “Isto ia aumentar em cinco vezes a ponta de consumo”, frisou. No entanto, perante a nova forma de seleção, “Esses 46 [gigawatts] passaram para 4 [gigawatts], concluiu.

A 27 de janeiro, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que o Governo optou por criar uma “zona única” de grande procura, dado o elevado número de pedidos de ligação à rede, muito dispersos no país, “de forma a que todos os pedidos sejam avaliados de uma forma integrada”.

O despacho que avança esta alteração, explicou a governante na altura, determina que terá de ser aberta uma consulta de interessados e, caso a capacidade prevista nos pedidos exceda a que está disponível, será feita uma seriação dos pedidos, num concurso.

Nesta zona, está previsto o pagamento de uma caução, que será maior do que aquela que está prevista para a zona de grande procura que já existe, em Sines. “Isto vai permitir separar os pedidos que são reais daqueles que são só tentativas”, afirma.

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