Breitling corta postos de trabalho perante quebra na procura
A Bloomberg avança que a relojoeira suíça eliminou mais de 50 funções num ano em que as vendas recuaram 11%.
A Breitling AG está a cortar mais de 50 postos de trabalho na sede da empresa e em subsidiárias, este ano, numa resposta à desaceleração da procura no luxo e ao aumento de custos. A relojoeira suíça é controlada pelas gestoras de private equity Partners Group e CVC Capital Partners.
Os cortes atingem áreas como recursos humanos, marketing e sustentabilidade, de acordo com fontes conhecedoras do processo citadas pela Bloomberg. A decisão integra um esforço de redução de custos liderado pelo CEO Georges Kern para relançar o negócio.
No exercício de 12 meses terminado em 31 de março, o EBITDA ajustado da empresa caiu 21% para 162 milhões de francos suíços, enquanto as vendas líquidas recuaram 11% para 769 milhões de francos suíços. Parte relevante da descida reflete o impacto cambial, num período em que o franco suíço valorizou mais de 10 % face ao dólar.
A pressão sobre a empresa é agravada pela força do franco suíço, pelas tarifas nos Estados Unidos, o principal mercado da Breitling, segundo a Bloomberg, e pelos efeitos da guerra no Médio Oriente, uma das poucas geografias de crescimento para os relógios de luxo.
Desde 2017, ano em que Georges Kern assumiu a liderança, a empresa alargou o portefólio com a aquisição da Universal Genève em 2023 e da Gallet em 2025.
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