Coindu avança com lay-off de seis meses que poderá abranger 493 trabalhadores
A empresa vai optar pelo lay-off gradual, entre maio e novembro de 2026, "para responder ao excesso temporário de pessoal e à pressão financeira". Processo pode abranger 493 colaboradores.
A Coindu, indústria de componentes têxteis para o setor automóvel, vai implementar um lay-off de seis meses, de maio a novembro de 2026, que poderá vir a abranger 493 trabalhadores. Em comunicado, a empresa sediada em Vila Nova de Famalicão, e que emprega atualmente 752 pessoas, justifica a decisão com os desafios que tem enfrentado “devido à conjuntura global e à redução de encomendas do setor automóvel”.
A empresa destaca que a conjugação dos recentes eventos relacionados com as tarifas de importação nos principais mercados mundiais, como Estados Unidos e China, juntamente com os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, “tem causado um impacto negativo na confiança do mercado”. Esse cenário tem-se repercutido na indústria automóvel, afetando a atividade e a faturação da Coindu.
“Para responder ao excesso temporário de pessoal e à pressão financeira, a empresa vai implementar um lay-off de seis meses, de maio a novembro de 2026. No total, estima-se que as várias fases deste processo venham a abranger 493 colaboradores de diferentes áreas de atividade da empresa ao longo de 2026”, detalha o produtor de componentes interiores para automóveis.
A medida foi decidida e comunicada aos trabalhadores esta semana, “inserida no contexto do diálogo aberto e transparente que a administração vem mantendo com a organização, colaboradores e demais stakeholders [partes envolvidas] ao longo de todo o processo de reestruturação”, assegura a Coindu. A queda das encomendas no setor já tinha levado a empresa a avançar com dois despedimentos coletivos no ano passado.
O regime de lay-off decidido agora, tendo em conta as dificuldades que continua a enfrentar, será implementado “de forma gradual e limitada, abrangendo trabalhadores sem ocupação efetiva ou afetados pelo setor em que trabalham”. A empresa informa ainda que a suspensão dos contratos dependerá das necessidades produtivas e será baseada em critérios objetivos, sociais e operacionais.
“Todos os setores da empresa serão impactados em diferentes graus e momentos, sendo a medida aplicada de forma faseada para reduzir e repartir o impacto entre os trabalhadores”, acrescenta.
Apesar deste quadro, a Coindu afirma que “mantém o compromisso de minimizar o impacto sobre os colaboradores” e diz acreditar na retoma da atividade em 2027, tendo em conta os projetos já assegurados. A empresa acrescenta que este ajustamento é necessário, face às atuais condições do mercado, para garantir a sua sustentabilidade financeira e continuidade futura.
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