Governo vai atualizar preços dos contratos com hospitais privados para consultas e cirurgias

  • ECO
  • 12 Maio 2026

Ana Paula Martins diz que “sem atualizar esses preços acaba por haver alguma incapacidade por parte do privado” em aceitar consultas ou cirurgias do SNS quando o público não consegue dar resposta.

A ministra da Saúde promete “aperfeiçoar o modelo de contratualização com o setor privado e até com o setor social” no âmbito do Sistema Nacional de Gestão do Acesso a Consultas e Cirurgia (SINACC), anunciando que está prevista a atualização dos preços contratualizados. Lembrando que são os denominados hospitais protocolados que aceitam consultas ou cirurgias do SNS quando o setor público não consegue dar resposta, reconhece que “sem atualizar esses preços acaba por haver alguma incapacidade por parte do privado em receber estas pessoas”. “Não é uma promessa. [Esta atualização] é uma coisa que vai acontecer nos próximos dias”, refere.

Em entrevista à Antena 1, Ana Paula Martins adverte os partidos da oposição que “não vale a pena pedirem a [sua] demissão” e deixa o recado: “eu sairei no dia em que tiver de sair, ou quando o senhor primeiro-ministro entender que é essa altura. (…) Nunca ninguém me condicionou. Eu não sou condicionável”. Já sobre o que teria feito de diferente nos últimos dois anos, a ministra admite apenas “pequenos erros que acabam por ter algumas consequências”.

Por outro lado, a governante assegura que não quer acabar com a figura dos médicos tarefeiros, de que “estamos demasiado dependentes”, mas antes “regular o contrato de prestação de serviços”. Até porque alega a ministra que há “leilões feitos às vezes na véspera onde estas empresas se organizam para pressionar as Unidades Locais de Saúde (ULS) a dar um valor mais elevado”, recebendo 120 a 150 euros por hora por médico e pagando apenas 40 euros ou menos ao tarefeiro. “Isto não é um sistema. Isto é fazer da medicina um negócio”, conclui.

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