Hoje nas notícias: famílias da bolsa, despesa pública e saúde
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
A descida, para menos de metade, do dividendo da Navigator fez cair o total a receber pelas cinco maiores famílias que detêm participações de peso em cotadas do PSI, num ranking agora liderado pelos Soares dos Santos, seguidos pelos Azevedo e os Amorim. A mais recente previsão do Governo relativamente à despesa pública do país este ano é a mais elevada entre todos os países da União Europeia. Conheça estas e outras notícias em destaque na imprensa nacional esta terça-feira.
Maiores famílias da bolsa ganham 653 milhões em dividendos. Queiroz Pereira caem do pódio
As famílias Soares dos Santos, Azevedo, Amorim, Queiroz Pereira e Mota preparam-se para receber, no seu conjunto, 653,4 milhões de euros em remuneração acionista relativa aos lucros de 2025, cerca de menos 1% face ao valor recebido no ano passado. Apenas quatro das cinco maiores famílias acionistas da bolsa de Lisboa vão ganhar mais este ano com os dividendos das respetivas participações. Pelo contrário, a Navigator, a única das cotadas alvo de posições familiares expressivas, reduziu o dividendo para menos de metade, o valor mais baixo pelo menos desde 2012. Após terem recebido mais de 120 milhões de euros relativos aos lucros da papeleira em 2024, as herdeiras de Pedro Queiroz Pereira — as irmãs Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira — recebem este ano 56 dos 80 milhões de euros que a empresa vai distribuir. Juntando a participação na Semapa, o clã recebe 97,6 milhões de euros. Isto significa que os Queiroz Pereira caem da segunda para a quarta posição, sendo ultrapassados pelos Azevedo e os Amorim, no ranking das famílias que mais recebem em dividendos da bolsa nacional.
Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).
PRR faz peso da despesa pública em Portugal registar maior subida na UE
Entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE), o Governo de Luís Montenegro é o que antecipa um aumento mais acentuado da despesa pública em 2026, face à projeção de que irá, no último ano possível, executar a totalidade dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Caso se confirme, será o terceiro maior das últimas três décadas, contribuindo decisivamente para evitar um abrandamento mais forte da economia. Numa correção acentuada daquilo que tinha antecipado quando apresentou, em outubro de 2025, a sua proposta de Orçamento do Estado (OE) para este ano, o ministro das Finanças passou a prever que a despesa pública irá subir até aos 45,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, segundo consta no Relatório Anual de Progresso (RAP) das finanças públicas entregue no final de abril à Comissão Europeia. Este valor fica 1,6 pontos percentuais acima do que era previsto no OE e representa um aumento de 2,6 pontos percentuais face ao registado em 2025.
Leia a notícia completa no Público (acesso pago).
Governo vai atualizar preços dos contratos com hospitais privados para consultas e cirurgias
A ministra da Saúde promete “aperfeiçoar o modelo de contratualização com o setor privado e até com o setor social” no âmbito do Sistema Nacional de Gestão do Acesso a Consultas e Cirurgias (SINACC), anunciando que está prevista a atualização dos preços contratualizados. Lembrando que são os denominados hospitais protocolados que aceitam consultas ou cirurgias do Serviço Nacional de Saúde (SNS) quando o setor público não consegue dar resposta, Ana Paula Martins reconhece, em entrevista ao podcast “Política com Assinatura”, da Antena 1, que “sem atualizar esses preços acaba por haver alguma incapacidade por parte do privado em receber estas pessoas”. “Não é uma promessa. [Esta atualização] é uma coisa que vai acontecer nos próximos dias”, refere.
Veja a entrevista completa na Antena 1 (acesso livre).
Husqvarna fecha fábrica em Sintra que emprega uma centena
O grupo sueco Husqvarna, fundado em 1689 como uma fabricante de mosquetes, vai descontinuar a operação nas ferramentas diamantadas para pedra e encerrar as fábricas em Portugal, Bélgica e Grécia. A decisão, anunciada na semana passada, afeta cerca de uma centena de pessoas na unidade portuguesa em Rio de Mouro, no concelho de Sintra, de acordo com o diretor operacional de “diamond tools + stone” da empresa, João Reis. “Estamos a avaliar possíveis oportunidades de realocação interna, embora a componente produtiva deixe de existir, pelo que apenas algumas atividades administrativas estão atualmente a ser reavaliadas”, explica o responsável, que indica ainda que a previsão é “que a retirada total do negócio de ferramentas diamantadas para pedra possa estar concluída até ao fim de 2026, incluindo um eventual encerramento das instalações de Rio de Mouro dentro desse prazo”. “Ainda é muito cedo para confirmar o impacto final, mas o potencial estimado é de cerca de 100 postos de trabalho”, revela.
Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).
Habitação e segurança na reunião de Montenegro com autarcas do Porto e Lisboa
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai reunir-se na manhã desta terça-feira com os presidentes das câmaras do Porto e de Lisboa, os social-democratas Pedro Duarte e Carlos Moedas, respetivamente, para debater a segurança e a habitação. O primeiro tema é especialmente delicado, tendo em conta as recentes declarações, aparentemente contraditórias, de Moedas e do ministro da Administração Interna. Enquanto Luís Neves defende que “há que gerir a questão das perceções” e que “Lisboa não tem mais crime do que teve no passado”, o autarca de Lisboa mantém o pedido de mais policiamento na cidade para responder à “perceção de insegurança” das pessoas. Segundo fonte autárquica, o encontro destina-se precisamente a “reivindicar e pedir coisas” ao líder do Governo em áreas comuns das duas autarquias, devendo ainda surgir questões à volta da mobilidade, após o recente anúncio do autarca do Porto de tornar os transportes públicos gratuitos.
Leia a notícia completa na Rádio Renascença (acesso livre).
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