Inflação dos EUA regista maior aumento em quase três anos

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) norte-americano subiu 0,6% no quarto mês do ano, elevando a taxa homóloga para 3,8%. É a maior subida desde maio de 2023.

A inflação dos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em abril. O Índice de Preços no Consumidor (IPC) norte-americano subiu 0,6% no quarto mês do ano, elevando a taxa homóloga para 3,8%, informou esta terça-feira o Departamento de Estatísticas do Trabalho (Bureau of Labor Statistics).

Em abril, a taxa de inflação homóloga dos Estados Unidos foi a mais elevada desde maio de 2023, ou seja, teve o maior aumento em quase três anos.

O índice energético subiu 3,8% em abril, representando mais de 40% do aumento mensal de todos os itens. O índice de habitação também aumentou em abril, com uma subida de 0,6%. O índice de alimentação subiu 0,5% no mês, sendo que o índice de alimentação em casa subiu 0,7% e o de alimentação fora de casa, 0,2%”, lê-se no relatório divulgado pela agência governamental norte-americana.

 

Excluindo a alimentação e a energia, o IPC aumentou 0,4% e 2,8%, respetivamente, o que indica que, embora a inflação ainda acima da meta de 2% da Reserva Federal, grande parte da pressão surge de setores considerados não essenciais, de acordo com a CNBC.

A taxa de inflação mensal manteve-se em linha com a previsão dos analistas, mas a homóloga ficou 0,1 pontos percentuais acima do consenso do Dow Jones. Quanto aos economistas consultados pela agência Reuters, previam precisamente um aumento de 0,6% no IPC.

A divulgação deste índice, considerado o dado macroeconómico mais relevante da semana, penalizou a bolsa de Nova Iorque. Wall Street ainda abriu a sessão em terreno misto perante os receios dos investidores com a pressão inflacionista, porém, poucos minutos após o toque do sino, os três principais índices negociavam pintados de encarnado.

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