Kallas desapontada com a produção da indústria de defesa europeia

  • eRadar
  • 12 Maio 2026

A chefe da diplomacia da União Europeia esperava que a indústria do setor da defesa da Europa crescesse mais nos últimos meses, antecipando que o aumento da produção não fosse tão limitado.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que esperava que a indústria do setor da defesa da Europa crescesse mais nos últimos meses, antecipando que o aumento da produção não fosse tão limitado, impulsionado pela guerra na Europa e, mais recentemente, com o conflito no Médio Oriente.

“Não vimos a indústria crescer como esperávamos”, disse Kaja Kallas aos jornalistas após uma reunião de ministros da Defesa da União, em Bruxelas, citada pela Euractiv. “Os países têm muito financiamento disponível, mas a indústria de defesa não está a aumentar a produção. Precisamos de descobrir qual é o problema”, disse a Alta representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

A União Europeia já tinha apresentado o plano de financiamento SAFE (Security Action for Europe) para apoiar a indústria de defesa do Velho Continente e incentivar os países a realizarem compras conjuntas. Ursula von der Leyen, afirmou que a Polónia e Lituânia serão os primeiros países a assinar os contratos no âmbito dos empréstimos europeus para gastos militares SAFE.

Os países têm muito financiamento disponível, mas a indústria de defesa não está a aumentar a produção. Precisamos de descobrir qual é o problema.

Kaja Kallas

Alta representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

“É claro que algumas coisas melhoraram”, disse Kallas sobre a produção de munições, defesa aérea e algumas capacidades críticas serem agora superiores a como estavam antes da guerra. “O problema é que as necessidades dos Estados-membros também aumentaram”, vincou.

Alguns líderes de empresas europeias do setor apelam à revisão dos instrumentos da UE, para que adote uma abordagem que facilite a inovação com menos burocracia.

Éric Trappier, CEO da francesa Dassault Aviation, alertou durante a convenção da ASD, que decorreu em abril, em Portugal, que “há demasiadas regras, e a indústria [de defesa] precisa de inovação”.

O líder da empresa de aeronáutica e defesa defendeu que as empresas precisam “de uma certa liberdade para inovar, se tivermos demasiadas regras isso impedirá as empresas de alcançar o potencial das suas capacidades”.

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