“Não vivemos para ter contas públicas positivas”, garante Montenegro

Mas Montenegro sublinhou que “ter contas públicas positivas proporciona a base para uma economia mais saudável”. E espera que Portugal seja um "contribuinte líquido" da UE no próximo quadro.

“Não vivemos para ter contas públicas positivas, mas vivemos para ter mais crescimento económico”, disse esta terça-feira o primeiro-ministro na conferência “40 Anos de Portugal na União Europeia: Sucessos e Desafios”, na Universidade Católica do Porto.

Ainda assim, Montenegro sublinhou que “ter contas públicas positivas proporciona a base para termos uma economia mais saudável, mais dinâmica, com maior capacidade de financiamento, com maior capacidade de levar o conhecimento científico e a investigação mais longe e de traduzir isso em mais oportunidades para as pessoas, melhores salários, melhores projetos de vida e um Estado social mais eficiente”.

Esta terça-feira o Público avançou que o Governo está a preparar um aumento significativo da despesa pública, que poderá vir a ser o terceiro maior dos últimos 30 anos.

Montenegro quer que Portugal deixe de ser um país de “mão estendida” para UE

Numa altura em que se negoceia o próximo orçamento plurianual da União Europeia, o primeiro-ministro deixou um aviso claro: “Vamos ser implacáveis neste quadro do próximo orçamento plurianual da UE“, afirma o governante, que espera ainda que “Portugal seja um contribuinte líquido no próximo quadro plurianual”.

O chefe do Governo defendeu ainda que “a competitividade global pressupõe coesão” e que o país deve estar preparado para “ser um defensor implacável do princípio da coesão enquanto esteio da solidariedade e da competitividade europeia”.

“Há, no próximo ciclo financeiro da União Europeia, um novo princípio de acesso ao financiamento em condições concorrenciais, onde os projetos vão ser avaliados pelo seu mérito, pela sua excelência e pela escala que podem trazer aos agentes económicos para competirem num contexto internacional com alguns dos maiores grupos empresariais do mundo”, afirmou Montenegro.

“Nós estamos a mobilizar Portugal para estar preparado, não é para estar de mãos estendidas a pedir, é para apresentar projetos credíveis, ambiciosos, fortes, para poderem ser elegíveis precisamente pelo seu mérito, pela sua excelência”, reforça Montenegro.

Luís Montenegro elenca ainda que Portugal tem “que ser mais autónomo do ponto de vista da segurança e da defesa”. “Isso é um ativo para a vida de todos nós, para garantirmos os nossos direitos, para garantirmos a nossa liberdade e também para garantirmos o crescimento económico”.

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