Salsa acelera expansão internacional e sobe vendas para 200 milhões em 2025
Presente em cerca de 50 países, a marca de jeans portuguesa detida a 100% pela Sonae aumentou as vendas em mais de 11%, face aos 180 milhões reportados no ano anterior.
A portuguesa Salsa Jeans encerrou o último ano com vendas de 200 milhões de euros, acima dos cerca de 180 milhões reportados em 2024, “num ano marcado por crescimento do negócio e consolidação internacional“, adianta a empresa no seu relatório de Impacto 2025.
“Num ano marcado por exigências crescentes e por um contexto económico desafiante, a Salsa consolidou a sua estratégia de sustentabilidade, reduzindo consumos, aumentando a eficiência e aprofundando práticas de transparência ao longo de toda a cadeia de valor”, refere a empresa em comunicado.
A empresa, com base industrial em Famalicão, adianta que fechou 2025 com “um desempenho financeiro sólido, alcançando 200 milhões de euros em vendas globais”. “As lojas próprias representaram 35% do total, o wholesale 33%, o digital 16%, o franchising 8% e os department stores 8%, refletindo a robustez do modelo omnicanal e a expansão internacional da marca“, detalha o comunicado.
Totalmente detida pela Sonae, que em 2016 começou por comprar metade da participação à família Vila Nova e há quatro anos adquiriu a restante à outra acionista (Wonder Investments), a marca especializada em jeans e denim tem vindo a reforçar a sua expansão internacional. A empresa está atualmente presente em cerca de 50 países através de mais de 180 lojas próprias e mais de 1.200 lojas multimarca.

Pouco mais de um ano depois de ter entrado na Índia, a Salsa Jeans acelerou a sua expansão no país com a abertura de três novas lojas já este ano, aumentando para nove o número de unidades no mercado asiático.
Já depois destas inaugurações, a empresa chegou ao Iraque em pleno conflito no Médio Oriente, contando já com 13 lojas na região.
“O último ano demonstra que sustentabilidade e negócio estão hoje de mãos dadas. São dimensões que se reforçam mutuamente e que hoje fazem parte da forma como pensamos o produto, gerimos a operação e construímos a relação com os nossos clientes”, comenta Hugo Martins, CEO da Salsa Jeans, citado no comunicado.
No domínio ambiental, a empresa revela que reduziu em 8% o consumo total de eletricidade nas operações do Grupo IVN e aumentou para 68% a proporção de eletricidade proveniente de fontes renováveis, mais 16 pontos percentuais do que no ano anterior. Já a produção própria de energia cresceu, representando 32% da energia consumida nos escritórios centrais e 21% na unidade industrial, graças à expansão dos sistemas fotovoltaicos.

No que diz respeito às emissões de gases com efeito de estufa, as emissões de âmbito 1 diminuíram 8%, enquanto as emissões de âmbito 2 caíram 43%, permitindo à empresa atingir antecipadamente a meta definida para 2032. No âmbito 3, que representa 97% da pegada total, verificou‑se uma redução de 13%, refletindo melhorias na cadeia de abastecimento e maior eficiência logística, detalha a empresa.
Na gestão de água, a Salsa Jeans reutilizou 7% da água residual na unidade industrial e reforçou a implementação de tecnologias de menor consumo. Por outro lado, entre 2024 e 2025, a produção total de resíduos diminuiu 9%, incluindo reduções de 7% nos escritórios e armazém e 11% na unidade industrial. No total, 60% dos resíduos produzidos foram reciclados, mais dois pontos percentuais do que no ano anterior.
Na cadeia logística, a empresa incorporou 23% de material reciclado nas embalagens e garantiu que 99,7% são recicláveis. Em 2025, 74% das matérias-primas utilizadas foram fibras renováveis, e 51% dos produtos foram desenvolvidos em monomateriais, facilitando a reciclagem. “O programa INFINITY, dedicado à reparação e recolha de peças usadas, registou 8.276 reparações e 1.967 recolhas acumuladas desde o seu lançamento, em 2022, prolongando o ciclo de vida dos produtos e reforçando a ligação com a comunidade”, acrescenta a empresa.
A marca de jeans e denim realça ainda as ações no plano social, destacando que, no ano passado, foram realizadas 41.359 horas de formação, com uma média de 38 horas por colaborador, e 54 trabalhadores prosseguiram estudos através de programas internos de apoio académico. A empresa apoiou ainda seis instituições sociais, com donativos que totalizaram 58.747 euros.
A Salsa “reforçou igualmente a transparência na cadeia de abastecimento, garantindo 100% de rastreabilidade nos níveis tier 1 e tier 2 e avaliando fornecedores com critérios ESG, dos quais 63% já foram analisados e 40% possuem certificações ambientais”, acrescenta a empresa.
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