Promotores imobiliários aplaudem promulgação do ‘choque fiscal’ da habitação e pedem licenciamento célere
APPII considera que previsibilidade e rapidez nos processos urbanísticos serão determinantes para transformar medidas fiscais em novas casas no mercado.
A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) congratulou-te esta terça-feira pela promulgação, pelo Presidente da República, do ‘choque fiscal’ da habitação, que considera mais um “passo relevante” para criar condições para aumentar a oferta de imóveis no mercado.
No entanto, a APPII alerta que a eficácia das medidas de desagravamento fiscal, que envolve tanto a construção como as rendas, vai depender diretamente da capacidade de garantir maior previsibilidade, simplificação e celeridade nos processos de licenciamento urbanístico.
“A promulgação deste diploma representa um sinal importante de estabilidade e compromisso institucional para o setor da habitação. Mas é fundamental perceber que nenhuma medida fiscal produzirá os resultados desejados se os processos de licenciamento continuarem imprevisíveis, lentos e burocráticos”, afirma o presidente da APPII, Hugo Santos Ferreira, em comunicado divulgado aos meios de comunicação social.
O CEO da APPII, Manuel Maria Gonçalves, garante que as empresas estão dispostas a lançar a primeira pedra, porém precisam de licenças céleres, o que vai ao encontro da reforma – também em curso – do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE).
“O setor privado quer fazer parte da solução e está disponível para investir e construir mais casas acessíveis para as famílias. Para isso, o Estado tem de cumprir a sua parte — enquanto o licenciamento for lento e imprevisível, nenhuma medida fiscal será suficiente para permitir a construção de mais casas a preços que os portugueses possam pagar”, explicou Manuel Maria Gonçalves, acrescentando que aguarda a versão final do diploma.
O Presidente da República, António José Seguro, deu ‘luz verde’ ao decreto do Governo com medidas para responder à crise na habitação que prevê, por exemplo, a redução do IVA da construção para 6% e da taxa autónoma de IRS sobre rendimentos prediais de 25% para 10% para quem pratique rendas consideradas moderadas, até 2.300 euros.
Segundo a associação de promotores e investidores imobiliários, este pacote de medidas tem impacto no mercado habitacional, mas a concretização exigirá um “acompanhamento próximo” e um “diálogo contínuo” entre todas as partes envolvidas de forma a garantir “estabilidade, previsibilidade e eficácia” na aplicação das normas.
“O aumento da oferta habitacional exige não apenas incentivos fiscais adequados, mas também um enquadramento administrativo que permita aos projetos avançarem em tempo útil e com regras claras”, concluiu a APPII.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Promotores imobiliários aplaudem promulgação do ‘choque fiscal’ da habitação e pedem licenciamento célere
{{ noCommentsLabel }}