Queixas ao Banco de Portugal descem. Abanca lidera nas contas, Universo no crédito ao consumo
Supervisor bancário recebeu mais de 33 mil reclamações no ano passado, menos 2,3% face a 2024. Clientes queixaram-se sobretudo das contas à ordem e do crédito ao consumo.
Os clientes bancários queixaram-se menos junto do Banco de Portugal, que recebeu 33.375 reclamações no ano passado, 2,3% baixo das registadas no ano anterior.
O supervisor explica que esta diminuição se deveu sobretudo à queda significativa (-8,9%) das reclamações relativas a matérias fora do âmbito das suas competências, segundo relata no Relatório de Supervisão Comportamental, divulgado esta terça-feira.
Por seu turno, as reclamações sobre produtos e serviços sujeitos à supervisão do Banco de Portugal aumentaram 1,1%, tendo registado 22.795 exposições, com o supervisor a falar numa “estabilização do volume de reclamações” na sua esfera de supervisão.
O Banco de Portugal adianta ter detetado irregularidades em 6,3% das reclamações e que mais de sete em cada dez queixas com irregularidades foram resolvidas voluntariamente pelas próprias instituições.
Grosso das reclamações respeitou a depósitos bancários, embora tenha descido 0,6% para 7.192 queixas. Já as queixas relacionadas com crédito aos consumidores (o segundo produto mais reclamado, com 5.528 queixas) e transferências a crédito dispararam 11% e 37,8%, respetivamente.
Abanca mais reclamado nas contas, Universo no crédito ao consumo
O Abanca foi o banco alvo de mais reclamações dos clientes no ano passado no que toca aos depósitos à ordem, com 1,25 queixas por 1.000 contas à ordem, facto ao qual não será alheia a integração do Eurobic no final do ano passado – um processo que gerou críticas dos clientes. A média do setor foi de 0,37 reclamações por 1000 contas.
Já no que toca ao crédito aos consumidores, a Universo – a financeira da Sonae e do Bankinter – saltou para o primeiro lugar do ranking, com 1,63 queixas por 1.000 contratos, mais do triplo da média do setor.
Já o Banco CTT foi o banco mais reclamado no crédito à habitação, com 4,75 reclamações por 1.000 contratos, quatro vezes mais do que a média.
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