Trump quer suspender impostos sobre combustíveis e leva Elon Musk à China
Esta medida necessita da aprovação do Congresso, onde o partido republicano dispõe apenas de uma maioria muito ténue. Elon Musk, Tim Cook e Larry Fink acompanham presidente dos EUA na visita à China.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer suspender temporariamente o imposto federal sobre os preços da gasolina para atenuar as consequências para a carteira dos americanos da guerra que iniciou no Irão.
“Vamos suspender o imposto sobre o combustível durante algum tempo, e quando o preço (…) baixar, iremos reinseri-lo progressivamente”, afirmou o presidente americano à cadeia CBS.
Esta medida necessita da aprovação do Congresso, onde o partido republicano dispõe apenas de uma maioria muito ténue.
O senador Josh Hawley do Missouri (centro) reagiu às declarações do chefe de Estado, anunciando a apresentação de um projeto de lei já hoje. A deputada da Flórida (sudeste) Anna Paulina Luna pretende fazer o mesmo “esta semana”.
Segundo a Agência Americana de Informação sobre a Energia (EIA), o imposto federal em vigor representa atualmente 18,4 cêntimos por galão de gasolina (3,78 litros, a unidade de medida em vigor nos Estados Unidos) e 24,4 cêntimos para o galão de gasóleo.
Além disso, os 50 estados dos EUA acrescentam o seu próprio imposto, muito variável. Em média, equivale a 29 cêntimos por galão de gasolina.
Os preços dos combustíveis dispararam desde os primeiros ataques israelitas e americanos ao Irão, com o conflito a bloquear grande parte das exportações de hidrocarbonetos do Golfo.
Nos postos de gasolina americanos, a gasolina normal é agora vendida, em média, a 4,52 dólares (3,82 euros) por galão, segundo os dados da associação automóvel americana (AAA), que são de referência. Antes da guerra, o galão custava cerca de 3 dólares.
A Casa Branca já anunciou várias medidas para limitar a sua subida, levantando temporariamente as sanções sobre o petróleo russo e facilitando o transporte marítimo de combustíveis entre os portos americanos.
Elon Musk, Tim Cook e Larry Fink acompanham Trump na China
Donald Trump vai deslocar-se à China acompanhado por 16 executivos, que incluem Elon Musk, da Tesla, Tim Cook, da Apple, e Larry Fink, da BlackRock, noticiou o The New York Times.
A lista fornecida pela Casa Branca inclui também Kelly Ortberg, da Boeing, David Solomon, do Goldman Sachs, Cristiano Amon, da Qualcomm, Stephen Schwarzman, da Blackstone, e Larry Culp, da GE Aerospace.
Entre os acompanhantes estão ainda os presidentes executivos de Cargill, Citi, Coherent, Illumina, Mastercard, Micron e Visa.
As únicas mulheres são Jane Fraser, do Citi, e Dina Powell, da Meta.
Sempre segundo o New York Times, que cita membros do governo, Trump quer abordar a criação de uma comissão de investimento e uma outra de comércio com a China.
A inclusão de Musk parece indicar uma reaproximação com Trump, depois da saída do governo, em maio de 2025, onde dirigiu o designado Departamento de Eficiência Governamental, focado no corte da despesa pública.
Trump e Musk separaram-se depois de um forte confronto suscitado pelo pacote orçamental impulsionado por aquela.
Depois do regresso de Trump à Casa Branca especulou-se que Musk poderia ser intermediário com a China, uma vez que por várias vezes elogiou a presença da Tesla no país asiático.
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