Zelensky procura reforçar defesa com IA da norte-americana Palantir
O presidente da Ucrânia reuniu-se com o CEO da Palantir, numa altura em que Kiev procura intensificar o uso da inteligência artificial (IA) na guerra contra a Rússia.
Volodymyr Zelensky procura reforçar o setor de defesa com inteligência artificial da norte-americana Palantir Technologies. O líder ucraniano afirmou esta terça-feira que se reuniu com o CEO da empresa, Alex Karp, numa altura em que a Ucrânia quer intensificar o uso da inteligência artificial (IA) na guerra contra Moscovo.
“Passo a passo, estamos a desenvolver a cooperação com o setor de defesa americano. A Palantir é uma empresa global de renome com grande potencial, e certamente existem áreas onde podemos ser úteis uns aos outros, reforçando a defesa da Ucrânia, da América e dos nossos parceiros”, disse Zelensky, através da rede social ‘X’,.
O presidente ucraniano classificou o encontro com o CEO da tecnológica norte-americana como “uma boa reunião”, esclarecendo que abordaram as “áreas de desenvolvimento tecnológico — tanto no contexto das operações de combate como das necessidades civis”. Ainda adiantou que ambas as “equipas vão manter-se em contacto”.
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Kiev já tinha lançado em janeiro um projeto conjunto com a Palantir, o “Brave1Dataroom”, que proporciona às Forças Armadas ucranianas “um ambiente seguro para teste e treinamento de modelos de IA para aplicações militares”, pode ler-se no site do Ministério da Defesa da Ucrânia.
“Hoje, a tecnologia, a IA, a análise de dados e a matemática da guerra têm um impacto direto no resultado no campo de batalha”, vincou também o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, no Telegram, após reunir com Karp, citado pela Reuters.
EUA usam tecnologia da Palantir em ações militares
A empresa norte-americana tem desde 2008 uma parceria com o Exército dos Estados Unidos, garantindo que as soluções de software “estão implementadas em praticamente todas as áreas de missão do Exército, garantindo que os dados estejam acessíveis em todos os escalões para uma tomada de decisão rápida e ágil, permitindo que o combatente supere o adversário em inteligência e velocidade”, explicita a Palantir no seu site.
Durante o verão do ano passado, a agência de notícias Reuters avançou que o Exército norte-americano consolidou dezenas de contratos num único acordo empresarial com a Palantir, com a opção de adquirir até dez mil milhões de dólares (cerca de 8.500.000 euros) da tecnológica ao longo de dez anos. A tecnologia de IA da Palantir tem sido usada pelo Pentágono para acelerar a definição de alvos no conflito do Irão.
Contudo, o uso do software da Palantir tem sido tema controverso na Europa, com especialistas da área a alertar para os riscos da proteção de dados e dos direitos fundamentais, bem como para a dependência de um fornecedor americano.
O ministro encarregado da digitalização e modernização do governo alemão, Karsten Wildberger, afirmou em abril que a Europa precisa de uma alternativa europeia da gigante americana de análise de dados Palantir, defendendo que os governos europeus devem apoiar startups locais para que possam expandir as suas operações.
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