Aldi assinala 20 anos em Portugal com 2.800 trabalhadores e “aposta clara na formação”
Diretora de recursos humanos revela que Aldi Portugal avançou com aumento de 9% do subsídio de alimentação (para nove euros diários). Destaca também "aposta clara" que tem sido feita na formação.
A Aldi estreou-se em Portugal em 2006 com a abertura de três lojas no Algarve. Duas décadas depois, a retalhista tem mais de 150 lojas em território português e, segundo a diretora de recursos humanos, mais de 2.800 trabalhadores no país. Ao ECO, Vera Martinho explica também que a cadeia alemã tem agora uma “abordagem mais estruturada, próxima e estratégica” à gestão de pessoas do que no arranque da operação em Portugal.

“A Aldi é feita de talento e deve o sucesso e crescimento dos últimos 20 anos a todas as equipas que diariamente trabalham para garantir que disponibilizamos um sortido de qualidade ao melhor preço às famílias portuguesas”, começa por sublinhar, como balanço, a managing director de pessoas e cultura da Aldi, em respostas enviadas por escrito ao ECO.
“Isso faz com que tenhamos vindo a apostar de forma significativa na gestão das nossas pessoas, acompanhando o crescimento da rede de lojas e a transformação do mercado de trabalho”, salienta Vera Martinho, que adianta que a Aldi tem feito, neste âmbito, uma “aposta clara na formação, no desenvolvimento interno, na mobilidade e na criação de novas oportunidades de carreira“.
“Mantemos os princípios que fazem parte da nossa identidade, como a simplicidade, a responsabilidade e a proximidade, mas com uma visão cada vez mais consolidada sobre a importância das equipas no sucesso da organização”, observa ainda a responsável, que garante que a retalhista continua, assim, a investir em “ambientes de trabalho positivos, em práticas de gestão mais humanas e em projetos que promovam o crescimento pessoal e profissional“.
Já quanto à dimensão da equipa portuguesa da Aldi, Vera Martinho revela que, neste momento, a retalhista emprega mais de 2.800 trabalhadores em todo o país, depois de no último ano ter criado cerca de 180 novos postos de trabalho em resultado da expansão de redes de lojas.
"Neste momento, cerca de 63% dos nossos colaboradores são mulheres e essa representatividade estende-se à liderança: nas nossas lojas, 55% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres.”
Vera Martinho acrescenta que a média etária dos trabalhadores é de cerca de 34 anos, o que reflete, diz, a capacidade de atração de talento.
Além disso, em torno de 63% dos referidos 2.800 trabalhadores são mulheres, dinâmica que se estende à liderança. “Nas nossas lojas, 55% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, dado que ilustra o trabalho que desenvolvemos na construção de equipas diversificadas e onde a progressão é assente no mérito e competências“, frisa a managing director de pessoas.
Do salário à formação

Questionada sobre as condições salariais disponibilizadas pela Aldi Portugal, Vera Martinho afirma que o ordenado de entrada é estipulado em função de “escalões claros e objetivos”, acrescendo-lhe um prémio de produtividade mensal variável.
Por exemplo, no caso de trabalhador de loja em regime de tempo parcial (20 horas semanais), o salário base tem o mínimo de 460 euros (logo, em linha com o salário mínimo nacional), com um prémio de produtividade variável até 80 euros. Acresce o subsídio de refeição, que foi aumentado em 9% (neste momento, é de nove euros diários para os trabalhadores que façam mais de cinco horas por dia; Os demais recebem o proporcional).
Vera Martinho não desvenda, porém, o salário médio praticado na Aldi, salientando que este reflete “não só a diversidade de funções e níveis de experiência, mas também a progressão contínua dos trabalhadores”.
"As ações de formação assumem um papel de destaque na preparação das equipas para novas responsabilidades e novos contextos de trabalho. Acreditamos que esta adaptação passa por reforçar competências técnicas, operacionais e comportamentais, mas também por criar percursos que permitam aos colaboradores evoluir dentro da organização.”
Por outro lado, quanto à formação, a managing director de pessoas declara que estas ações assumem um “papel de destaque na preparação das equipas para novas responsabilidades e novos contextos de trabalho“.
“Acreditamos que esta adaptação passa por reforçar competências técnicas, operacionais e comportamentais, mas também por criar percursos que permitam aos colaboradores evoluir dentro da organização”, vinca a responsável.
A propósito, Vera Martinho avança que em 2025 a Aldi registou 136 progressões de carreira e mobilidades internas, indicador que reflete o empenho em “promover percursos de carreira sustentados e em reconhecer o potencial das pessoas“.
Por fim, quanto ao crescimento das equipas e à atração de mais talento, a responsável indica que o recrutamento tem sido feito não só através dos canais oficiais da Aldi, mas também através da promoção de dias abertos “em parceria com os serviços de emprego locais”, para promover o “contacto direto com os candidatos”.
“Estamos ainda focados em garantir uma comunicação mais clara das oportunidades que temos disponíveis e em assegurar processos de recrutamento mais ágeis e ajustados à nossa realidade operacional”, remata a managing director de pessoas e cultura da Aldi Portugal.
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