Após a AIE, também a OPEP revê em baixa procura de petróleo para este ano
Cartel estima agora um aumento da procura em 1,17 milhões de barris por dia ao longo do ano, abaixo dos 1,38 milhões de barris por dia apontados no relatório anterior.
Depois da Agência Internacional de Energia (AIE), foi a vez de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduzir as suas estimativas para este ano relativamente à procura global de crude, também devido à guerra desencadeada pelos EUA e Israel contra o Irão.
No relatório referente ao mês de abril, o cartel antecipa que a procura mundial de petróleo aumentará 1,17 milhões de barris por dia (bpd) este ano, abaixo dos 1,38 milhões de bpd previstos anteriormente. Para 2027, a OPEP projeta um aumento da procura em 1,54 milhões de bpd, mais 200 mil bpd do que a estimativa de março.
Além das estimativas anuais, também as do segundo trimestre foram revistas em baixa: segundo a organização intergovernamental, a procura global de “ouro negro” deverá atingir uma média de 104,57 milhões de bpd entre abril e junho, quando o relatório anterior previa uma média de 105,07 milhões de bpd. Em março, a OPEP já tinha reduzido a estimativa para o segundo trimestre em 500 mil bpd.
Comparando com os dados divulgados esta manhã pela AIE, o impacto antecipado pela OPEP na procura é menor, mesmo perante a impossibilidade de retomar os aumentos de produção a partir de abril, como havia sido acordado pelos países membros, devido à continuação do bloqueio do Estreito de Ormuz.
Aliás, o relatório do cartel divulgado esta quarta-feira indica que a produção caiu ainda mais no último mês, para uma média de 33,19 milhões de barris por dia, o que equivale a uma descida de 1,74 milhões de bpd face a março. Estes números ainda incluem os Emirados Árabes Unidos (EAU), que abandonaram a OPEP no passado dia 1 de maio.
“O crescimento económico global continua a mostrar resiliência para este ano, apesar das tensões geopolíticas, particularmente no Médio Oriente“, reiterou ainda a organização, que mantém, assim, inalteradas as suas previsões de crescimento económico.
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