Hospital da Cruz Vermelha consegue primeiro resultado operacional positivo em anos
Hospital tem enfrentado muitos problemas nos últimos anos, mas fala agora em "inversão estrutural" nos resultados operacionais. Faturou 36,5 milhões em 2025, mais 2% em relação ao ano anterior.
O Hospital da Cruz Vermelha mantém-se em recuperação do seu negócio, tendo encerrado 2025 com uma faturação de 36,5 milhões de euros, uma subida de 2% em relação ao ano anterior. E voltou a ter resultados operacionais positivos.
Foi o quinto ano de crescimento no volume de negócios do hospital detido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (55%) e Parpública (45%), depois dos 22 milhões de euros faturados em 2020, ano da pandemia.
O hospital liderado por Pedro de Albuquerque Mateus fala numa “inversão estrutural” do resultado operacional que passou de -424 mil euros para um valor positivo de 396 mil euros. Desde 2019, pelo menos, que regista um EBITDA — resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações — negativo.
Ainda assim, deverá ter registado prejuízos no ano passado — que não divulgou ainda. O resultado antes de impostos foi negativo em 2,9 milhões de euros, o que não deixa de representar uma melhoria em relação aos prejuízos de 3,7 milhões do ano anterior.
Há dois anos, Parpública e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tentaram vender o hospital, mas deixaram cair o negócio porque as ofertas não tinham “as condições necessárias” para proteger o “interesse patrimonial” dos dois acionistas.
O hospital tem enfrentado muitos problemas, inclusive financeiros, que levaram os acionistas a ter de injetar dinheiro para assegurar a atividade.
Na vertente financeira, de resto, o hospital diz ter recuperado 1,6 milhões de euros em dívidas de terceiros, regularizou 48% dos pendentes de faturação e obteve mais de 350 mil euros em poupanças decorrentes de renegociações contratuais e da otimização de processos internos.
“Os resultados demonstram que estamos no caminho certo para afirmar o Hospital Cruz Vermelha como um player incontornável no sistema de saúde português”, salientou o CEO do hospital.
Já Luís Filipe Pereira, presidente do conselho de administração, considerou que 2025 foi um ano de “progresso real” para o hospital com a execução de um “ambicioso e necessário” plano de reestruturação. “Estamos a acelerar os esforços de transformação, realizando investimentos críticos necessários para assegurar o futuro da unidade”, destacou.
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