Impressão 3D impulsiona cuidados de saúde personalizados num mercado que atingirá 23,4 mil milhões de dólares até 2034

  • Servimedia
  • 13 Maio 2026

O mercado global de impressão 3D para a saúde atingiu um valor de 3,6 mil milhões de dólares em 2025, e espera-se que cresça para 23,4 mil milhões de dólares até 2034.

Segundo o mais recente relatório divulgado pela Global Market Insights Inc., este progresso é explicado, entre outros fatores, pela crescente procura por implantes personalizados, pelo reforço do investimento e da I+D por parte de fabricantes e instituições, bem como pela expansão progressiva das suas aplicações clínicas.

Espanha é um dos países que está a avançar na utilização da modelação 3D, com uma adoção crescente nos hospitais de referência. Um dos campos onde a impressão 3D assume uma dimensão particularmente crítica é a neonatologia, um ambiente onde os pacientes necessitam de soluções únicas, ajustadas a escalas milimétricas e a uma fisiologia extremamente delicada.

Neste contexto, o Hospital Universitário Geral Gregorio Marañón (Madrid), em colaboração com o departamento de inovação da Serveo, utiliza máscaras personalizadas para recém-nascidos, concebidas para melhorar o ajuste para pacientes jovens e, consequentemente, a eficácia clínica. Em conjunto com a mesma empresa, o Hospital Universitário Río Hortega (Valladolid) aplica esta tecnologia no planeamento pré-operatório, imprimindo modelos anatómicos de órgãos que facilitam uma preparação cirúrgica mais precisa.

O Hospital Universitário Vall d’Hebron, em Barcelona, optou por uma abordagem diferente desta tecnologia através do seu serviço de farmácia. Em colaboração com a empresa FabRx, o centro produz medicamentos em forma semi-sólida e mastigável a partir da substância ativa combinada com excipientes adequados. Para além da impressão 3D de medicamentos, o centro de saúde dispõe também do chamado 3D-LAB, um inovador Serviço de Cirurgia Personalizada que visa melhorar a eficiência e segurança no diagnóstico, cirurgia e tratamento de pacientes que necessitam de próteses e implantes 3D.

Por sua vez, o Hospital Universitário Puerta del Mar, em Cádiz, desenvolveu o seu próprio modelo em torno da impressão 3D baseado na colaboração tecnológica e na inovação clínica. Com o equipamento e materiais da empresa espanhola Sicnova, o centro promoveu o uso desta tecnologia no planeamento cirúrgico e na produção de modelos anatómicos personalizados.

Entre as suas iniciativas destaca-se a criação da Comissão Hospitalar de Planeamento Cirúrgico e Impressão 3D, que não só promove a incorporação de técnicas avançadas de fabrico aditivo na prática da saúde, como também procura gerar sinergias entre especialidades e incentivar a investigação no uso de dispositivos médicos personalizados, contribuindo assim para a modernização dos processos de planeamento cirúrgico.

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