Casa Branca avança que China manifestou interesse em comprar petróleo aos EUA

Estados Unidos nunca foram um fornecedor relevante de crude para a China, que não importa petróleo dos Estados Unidos desde maio de 2025. Mudança tem impacto geopolítico.

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou estar feliz por receber o homólogo norte‑americano, Donald Trump, e afirmou que os dois países devem ser “parceiros, não rivais”, apesar das múltiplas divergências. EPA/Maxim Shemetov / POOL© 2026 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O Presidente chinês, Xi Jinping, manifestou interesse em comprar mais petróleo norte-americano para reduzir a dependência chinesa do Estreito de Ormuz, de acordo com informação divulgada esta quinta-feira pela Casa Branca.

As duas partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve continuar aberto para garantir o livre trânsito de energia. O Presidente Xideixou igualmente clara a oposição da China à militarização do Estreito e a qualquer tentativa de cobrar taxas pela sua utilização, manifestando ainda interesse em comprar mais petróleo norte-americano para reduzir, no futuro, a dependência chinesa do Estreito”, pode ler-se no resumo americano do encontro bilateral entre Xi Jinping e o presidente norte-americano, Donald Trump.

No entanto, nenhum dos resumos chineses oficiais da reunião, divulgadas pelos meios de comunicação estatais, menciona compras de petróleo, de acordo com a Reuters.

A China é o maior importador mundial de petróleo, mas os Estados Unidos nunca foram um fornecedor relevante de crude para o país. As importações chinesas de petróleo norte-americano atingiram um pico de cerca de 395 mil barris por dia em 2020, representando pouco menos de 4% das importações totais da China de ‘ouro negro’, segundo dados citados pela Reuters.

Em 2024, antes do regresso de Trump à presidência, esse volume tinha caído para 193 mil barris por dia, equivalentes a cerca de seis mil milhões de dólares.

A China não importa petróleo dos Estados Unidos desde maio de 2025, devido a uma tarifa de importação de 20% imposta durante a guerra comercial. Neste contexto, um eventual regresso às compras chinesas de crude americano teriam também uma dimensão política, numa altura que a China procura reduzir vulnerabilidades às rotas de matérias-primas do Médio Oriente.

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