Anthropic negoceia avaliação de 900 mil milhões, destronando rival OpenAI

Empresa criadora do Claude está a negociar uma nova ronda de capital que a deixará avaliada em 900 mil milhões de dólares. A concretizar-se, supera o valor da criadora do ChatGPT.

ECO Fast
  • A Anthropic está a preparar uma nova ronda de capital de 30 mil milhões de dólares, que a poderá avaliar em 900 mil milhões, superando a OpenAI.
  • A empresa, que levantou outros 30 mil milhões de dólares há apenas três meses, atrai investidores como Dragoneer e Sequoia Capital, que já apostaram na OpenAI.
  • A Anthropic deverá alcançar 45 mil milhões de dólares em receitas este ano, cinco vezes mais do que obteve no ano passado.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A criadora do Claude prepara-se para levantar mais 30 mil milhões de dólares numa ronda de capital que a deixará avaliada em 900 mil milhões de dólares. Se a operação se concretizar nestes termos, a Anthropic ultrapassará a rival OpenAI, que ficou avaliada recentemente em 852 mil milhões.

Passaram somente três meses desde a ronda anterior, na qual a fornecedora de modelos de IA também levantou 30 mil milhões de dólares a uma avaliação de 350 mil milhões. Agora, a empresa liderada por Dario Amodei está a montar uma nova operação que terá como principais protagonistas os fundos Dragoneer, Greenoaks, Sequoia Capital e Altimeter Capital, revelou esta sexta-feira o Financial Times.

Cada um destes investidores irá colocar pelo menos dois mil milhões de dólares na criadora do Claude. Sendo que, dos quatro, três são igualmente investidores da criadora do ChatGPT — destacando-se a Dragoneer, que aplicou três mil milhões de dólares na OpenAI em 2025, segundo o jornal britânico.

Entretanto, a Anthropic está a negociar com outros investidores o restante montante, numa operação que começou a ser desenhada há apenas um mês, ilustrando a rapidez com que se move este setor.

Desde o lançamento do Claude Cowork, uma funcionalidade de IA generativa do Claude capaz de executar tarefas complexas e com múltiplos passos, a Anthropic tem vindo a ganhar terreno face à adversária OpenAI (criadora do ChatGPT) no segmento de negócio mais rentável: o dos clientes empresariais.

Com efeito, segundo o FT, a Anthropic deverá obter em torno dos 45 mil milhões de dólares em receitas este ano, cinco vezes mais do que os nove mil milhões alcançados no ano passado.

O cofundador e CEO da Anthropic, Dario AmodeiKimberly White/Getty Images para a TechCrunch

Os últimos meses têm sido particularmente intensos para a Anthropic, que tem protagonizado nos EUA um braço-de-ferro com o Pentágono, depois de ter recusado autorizar o uso dos seus modelos de IA em vigilância em massa dos cidadãos e em sistemas de armas autónomos.

Em abril, a empresa voltou a estar em destaque ao desvendar o novo modelo Claude Mythos, capaz de detetar e explorar vulnerabilidades de segurança com grande destreza. A decisão de restringir o acesso ao Mythos a algumas dezenas de empresas, praticamente todas norte-americanas, causou surpresa, e antecedeu uma decisão semelhante da OpenAI — que anunciou depois um modelo com capacidades semelhantes, o GPT-5.5-Cyber.

No entanto, enquanto a OpenAI já aceitou disponibilizar o modelo a entidades europeias, a Anthropic tem causado desconforto em Bruxelas por continuar a privar a Europa de acesso ao seu último modelo. Recentemente, um porta-voz da Comissão Europeia sinalizou que Bruxelas poderá vir a recorrer aos poderes do novo AI Office para tentar obter algum tipo de acesso à tecnologia.

Todos estes desenvolvimentos acontecem em simultâneo com o acelerar da adoção e utilização de IA generativa, o que tem aumentado exponencialmente a procura por capacidade de computação. As duas empresas também estarão a preparar as respetivas Ofertas Públicas Iniciais (IPO), ficando cotadas na bolsa.

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