Drahi dá mais três semanas para negociar venda da Altice France

Magnata irá continuar a negociar a venda da operadora francesa SFR com o consórcio composto pela Bouygues, Free e Orange até ao dia 5 de junho. Operação avalia a empresa em 20,35 mil milhões.

ECO Fast
  • A Altice France aceitou prorrogar as negociações para a venda da SFR até 5 de junho, operação que avalia a operadora francesa em 20,35 mil milhões de euros.
  • O consórcio formado por Bouygues, Free e Orange dividirá ativos da Altice France, com a Bouygues a ficar com o segmento empresarial e a rede móvel em áreas menos populosas.
  • A concretização do negócio reduzirá o número de operadores de telecomunicações em França de quatro para três, impactando significativamente o mercado.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Altice France aceitou dar mais três semanas às negociações finais para a venda da operadora SFR a um consórcio composto pelas concorrentes Bouygues, Free e Orange, negócio que avalia a empresa em 20,35 mil milhões de euros. O prazo inicial para as “negociações exclusivas” terminava esta sexta-feira, 15 de maio, mas as partes continuarão a discutir a transação até ao próximo dia 5 de junho.

“O grupo Altice France tinha concedido ao consórcio um período inicial de exclusividade até 15 de maio de 2026. As partes prosseguem as suas discussões construtivas e, neste contexto, a Altice France aceitou prolongar o período de exclusividade até 5 de junho de 2026″, informou em comunicado a empresa controlada pelo magnata Patrick Drahi. “Nesta fase, não existe certeza de que estas discussões irão resultar num acordo”, salvaguarda a nota.

Foi no dia 17 de abril que as quatro empresas — Altice France, Bouygues, Free e Orange — anunciaram este período de negociações na tentativa de finalizar um acordo que divide uma série de ativos da Altice France pelas empresas concorrentes. O segmento empresarial e respetiva carteira de clientes ficará para a Bouygues; o segmento de consumo, a infraestrutura e o espetro serão partilhados pelas três empresas do consórcio; e a rede móvel em áreas de baixa densidade populacional ficará exclusivamente para a Bouygues, segundo os termos já acordados pelo consórcio.

A confirmar-se, o negócio representará um passo decisivo na consolidação do setor das telecomunicações em França, dado que reduz o mercado de quatro para três operadores, numa das maiores economias da União Europeia.

Fora do escopo do negócio estão a ACS/Intelcia (serviços de outsourcing), a XP Fibre (construção e gestão de redes de fibra ótica), a Ultraedge (centros de dados) e Altice Technical Services (prestadora de serviços técnicos), “assim como as atividades do grupo Altice France nos departamentos e regiões ultramarinas francesas”.

A transação surge num contexto em que o grupo Altice continua a tentar reduzir os seus elevados níveis de endividamento. O ECO noticiou esta semana que a Altice International, outro ramo do conglomerado, realizou um aumento de capital em espécie na operadora portuguesa Meo da ordem dos 2,5 mil milhões de euros através de uma operação de conversão de dívida intragrupo em capital. A conversão teve como “objetivo de reforçar a posição de liquidez do grupo e contribuir para a sua estabilidade financeira de longo prazo”, explicou fonte oficial da Meo.

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