Kiko Martins prepara um novo restaurante: “O objetivo é que seja o melhor de Portugal”
O sexto restaurante de Kiko Martins será "disruptivo" e o chef já pensou na dedicação necessária. "É um restaurante onde vou estar todos os dias".
Kiko Martins prepara novidades nos seus restaurantes. A maior e mais importante será a última a acontecer, lá para o final do ano: “Abrir um dos melhores restaurantes de Portugal”. Di-lo exatamente assim: “O meu objetivo é que seja um dos melhores restaurantes de Portugal”. A ‘bomba’ é servida à mesa do seu restaurante O Talho, em Lisboa, com uma carne maturada da Quinta do Souto, em Trás-os-Montes, esta quinta-feira, num encontro com jornalistas.
Há mais de duas décadas que Kiko Martins está na restauração. Este é um ano para mudanças. “Já fui cozinheiro da TV, já tive de ir para o escritório e hoje quero aproximar-me mais da cozinha”, diz, abrindo a conversa. É Kiko Martins, 46 anos, “chef apenas na cozinha”. E com a ambição de ter um restaurante que seja o seu espelho no fine dining.
O novo espaço está em marcha e juntar-se-á aos outros cinco restaurantes da empresa que detém com dois sócios de sempre. Além do já mencionado Talho (inaugurado há 14 anos), a Cevicheria, o El Mar, Las Dos Manos e o Boteco, todos em Lisboa. O novo, ainda sem nome, “será um restaurante onde vou estar todos os dias”, diz, e acrescenta: “Durante três anos, todos os serviços vou acompanhar”. Será, admite, um restaurante candidato a estrelas.
Kiko Martins prevê um investimento de “mais de um milhão de euros” e, neste momento, 70% dele está pronto. Tem trabalhado nos menus e, recentemente, no restaurante de um antigo colaborador testou um prato de lula com um molho de origem asiática que pode bem vir a ser servido neste novo espaço. Admite que os seus restaurantes costumam ter “uma bengala”, um tema a seguir — carne no Talho ou peixe na Cevicheria — mas o próximo seguirá um caminho diferente. Será um reflexo de Kiko Martins e das suas vivências: os 12 anos passados no Rio de Janeiro, as suas viagens, “inovador e disruptivo”, promete. “Tentarei demonstrar o que sou e o que quero ser. Não será um restaurante biográfico, não vou mostrar o que já fiz. Vou fazer uma coisa nova”.
À sobremesa, enquanto é servido um limpa-palato de limão e aipo, Kiko Martins deixa no ar que poderá vir a fazer parte do futuro menu de um dos seus restaurantes. Afinal, além do que está por vir, também os restantes espaços vão sofrer alterações, e garante: “Não estamos em época de cortar na matéria-prima”.
O Talho estará renovado depois do verão, diz Kiko Martins (“No El Corte Inglês conseguimos renovar em três semanas”, diz) e no regresso terá uma carta com mais produto, “mais foco na matéria-prima e menos na manipulação”. No Las Dos Manos vai manter-se a identidade mexicana, mas vai mudar o conceito. Já na próxima semana muda a carta da Cevicheria, “alinhada com a procura daquela zona”, diz Kiko Martins, sobre o restaurante do Príncipe Real. Incluirá um prato de ceviche vegetariano, algo que já tiveram e que há seis anos não vingou, mas que agora poderá ter encontrado o seu público.
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