Merz de “acordo” com Trump sobre o Irão, mas não aconselha jovens a “estudar ou trabalhar nos EUA”
O chanceler alemão, durante um encontro com jovens católicos, disse no entanto que "não aconselharia" os próprios filhos a "estudar ou trabalhar nos EUA agora".
O chanceler alemão afirmou esta sexta-feira ter mantido “uma boa conversa telefónica” com o Presidente norte-americano, após as recentes tensões que levaram Donald Trump a anunciar a retirada de 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha. “Tive uma boa conversa telefónica com Donald Trump após o seu regresso da China”, escreveu Friedrich Merz na rede social X, acrescentando que “os Estados Unidos e a Alemanha são parceiros sólidos no seio de uma NATO forte”.
“Estamos de acordo: o Irão tem agora de sentar-se à mesa das negociações. Tem de abrir o estreito de Ormuz. Teerão não deve deter armas nucleares”, escreveu Merz. “Também discutimos uma solução pacífica para a Ucrânia e coordenámos as nossas posições com vista à cimeira da NATO em Ancara”, nos próximos dias 7 e 8 de julho, acrescentou.
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Mas, mais cedo, durante um encontro com jovens católicos, Merz disse que “não aconselharia” os próprios filhos a “estudar ou trabalhar nos EUA agora”. O chanceler garantiu que admirava os EUA, embora essa admiração “não esteja a crescer agora” devido ao “ambiente social que de repente se desenvolveu” no outro lado do Atlântico.
No início de maio, o líder republicano anunciou a retirada de cerca de 5.000 militares norte-americanos da Alemanha no prazo de um ano, ou seja, cerca de 15% do efetivo presente nesse país, uma medida tomada depois de Donald Trump ter manifestado o seu descontentamento com o chanceler alemão relativamente à guerra no Irão.
O anúncio de Trump surgiu após Merz ter afirmado, a 27 de abril, que “os americanos não tinham visivelmente qualquer estratégia” no Irão e que Teerão “estava a humilhar” Washington. Na mensagem publicada por Merz, o chanceler insiste nos pontos de acordo com Washington no conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irão.
Sob a liderança de Friedrich Merz, a Alemanha, primeira economia da UE e principal apoio militar da Ucrânia, lançou-se num importante reforço das suas forças armadas, a fim de fazer face a uma Rússia hostil e reduzir a dependência da defesa europeia em relação aos Estados Unidos.
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