Turismo manteve crescimento até março. Não residentes voltam a acelerar

Setor aumentou dependência dos mercados externos, que representam 68% do total. Norte e Alentejo lideraram crescimento nas dormidas nos três primeiros meses, com mais canadianos e menos franceses

O setor do alojamento turístico registou 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas no 1.º trimestre de 2026, o que representa um crescimento homólogo de 1,5% e de 1,3%, respetivamente, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar da Grande Lisboa concentrar mais dormidas, o Norte e o Alentejo lideraram o crescimento, no arranque do ano, num período em que a procura de não residentes voltou a superar a dos residentes.

Os números do INE mostram ainda que os proveitos totais atingiram mil milhões de euros e os de aposento totalizaram 734,5 milhões de euros, traduzindo acréscimos de 5,5% e 5,1%, respetivamente, crescimentos que comparam com subidas de 5,5% e 4,5%, no trimestre anterior.

A suportar o setor continua a procura de não residentes, com as dormidas geradas pelos mercados externos a aumentarem 1,4% (0,9% no 4.º trimestre de 2025), atingindo 9,2 milhões, ou 68% do total. Já as dormidas de residentes aumentaram 1,2%, totalizando 4,3 milhões.

“No total, o trimestre registou um acréscimo de 177,7 mil dormidas, das quais 71,8% foram geradas por não residentes (127,7 mil dormidas adicionais) e 28,2% por residentes (50 mil dormidas adicionais)”, detalha o INE. Ainda segundo o instituto, a taxa de crescimento das dormidas dos não residentes superou a dos residentes no primeiro trimestre do ano, após cinco trimestres consecutivos em que a taxa de crescimento das dormidas dos residentes foi superior.

A Região Autónoma da Madeira, com 85,9% do total, Algarve (80,9%) e Grande Lisboa (78,6%) são as regiões que apresentaram uma maior dependência dos mercados externos, entre janeiro e março. Já o Centro e o Alentejo apresentaram menor dependência dos mercados externos (23,5% e 32,1%, respetivamente).

Em termos de concentração de dormidas, a Grande Lisboa foi a região com maior concentração de dormidas no 1.º trimestre de 2026, captando 28,6% do total, seguida do Norte (18,9%) e do Algarve (18,5%).

No que diz respeito à procura de residentes, as dormidas concentraram-se sobretudo no Norte (24,6% do total), enquanto as dos não residentes ocorreram, principalmente, na Grande Lisboa (33,1% do total).

Canadianos lideram crescimento

O mercado britânico manteve-se como principal mercado emissor, com 15,6% do total das
dormidas de não residentes no 1.º trimestre, apesar do decréscimo de 1,1% face ao trimestre homólogo.

Em segundo lugar, continua a Alemanha, com 12,6% do total, e um aumento homólogo de 5%. Seguiu-se o mercado norte-americano (8,3%), com um crescimento de 5,1%.

“Entre os 10 principais mercados emissores, o mercado canadiano apresentou o maior aumento (+10,6%), continuando em aceleração pelo segundo trimestre consecutivo”, acrescenta o INE. Já o mercado francês registou um travão homólogo de -10,4%, acentuando a trajetória de queda observada nos últimos trimestres.

Norte e Alentejo crescem mais

Os maiores aumentos das dormidas, no primeiro trimestre, registaram-se no Norte (+6,3%) e no Alentejo (+4,4%), enquanto os maiores decréscimos foram registados no Este e Vale do Tejo (-6,6%) e na Península de Setúbal (-4,2%).

Nas dormidas de residentes, os maiores crescimentos observaram-se na Grande Lisboa (+3,9%) e no Algarve (+3,7%). Já os maiores decréscimos ocorreram nas Regiões Autónomas da Madeira (-5,6%) e dos Açores (-5,1%).

As dormidas de não residentes registaram os maiores crescimentos no Norte (+8,5%) e no Alentejo (+7,4%), enquanto no Este e Vale do Tejo se registou o maior decréscimo (-14,4%), conclui o INE.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Turismo manteve crescimento até março. Não residentes voltam a acelerar

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião