Americana Ford em negociações para fornecer setor da Defesa na Europa e EUA
A Ford anunciou que está em negociações com departamentos de defesa na Europa e na América do Norte para fornecer veículos e software.
A gigante norte-americana do setor automóvel Ford Motor Company está em negociações com “vários governos da América do Norte e Europa” para fornecer veículos e software para as suas Forças Armadas.
“Desde o ano ano passado, vários governos da América do Norte e Europa estão envolvidos com a Ford para discutir como os nossos veículos comerciais altamente capazes e tecnologias de ponta poderiam responder às suas necessidades modernas de defesa”, referiu a empresa norte-americana numa publicação no seu site.
“Ainda estamos nos estágios iniciais deste trabalho. Embora não tenhamos finalizado nenhum projeto específico no mercado de defesa, o diálogo com os governos da América do Norte e da Europa continua produtivo”, vincou a multinacional. “Alguns governos já dependem de veículos Ford para segurança, transporte militar”, refere a empresa, na mesma publicação, sem revelar quais os países.
O CEO da Ford, Jim Farley, já tinha adiantado aos analistas no mês passado que a empresa estava em “discussões iniciais com o governo dos EUA sobre algumas necessidades relacionadas com a defesa”, citado pela Bloomberg.
Durante a Segunda Guerra Mundial, as linhas de montagem da Ford “produziram centenas de milhares de aeronaves, camiões e motores para o esforço dos Aliados”, vincou a empresa fabricante de automóveis no seu site.
A Ford, juntamente com a General Motors, foi uma das empresas do setor automóvel com as quais o Pentágono terá iniciado conversações para dedicar parte do seu sistema de produção ao fabrico de equipamento militar, para responder às necessidades de defesa do país, noticiou o The Wall Street Journal.
Indústria automóvel europeia a olhar para defesa
E na Europa tem havido o mesmo movimento. A Mercedes-Benz estaria disposta a produzir para o setor de defesa do país, desde que isso fizesse “sentido comercial”. “É absolutamente claro que a Europa precisa de reforçar o seu perfil de defesa“. “Se pudermos desempenhar um papel positivo nisso, estaríamos dispostos a fazê-lo”, disse o CEO Ola Källenius ao The Wall Street Journal.
Também a Volkswagen, outra gigante da indústria automóvel alemã, admitia em março estar “em contacto” com empresas do setor da defesa para converter uma das suas fábricas alemãs para produzir equipamento de transporte militares. Na defesa, “não temos sido ativos durante décadas e temos um importante atraso a recuperar, por isso isto poderia constituir uma solução para Osnabrück (oeste)”, disse Oliver Blume, presidente do Conselho de Administração do grupo.
Apesar da fabricante alemã não ter revelado quais as empresas do setor da defesa que contactou, Blume vincou que “a situação geopolítica mudou” e “é preciso agir”.
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