Despedimentos coletivos caem 10% no primeiro trimestre. Comunicados 145 processos
Foram comunicados 145 despedimentos coletivos até ao final de março. Há um ano, tinham sido comunicados 161 processos deste tipo. Ou seja, houve agora um recuo de cerca de 10%.
As empresas comunicaram 145 despedimentos coletivos nos primeiros três meses do ano, de acordo com os dados divulgados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). É o corresponde a um recuo homólogo de cerca de 10%, segundo as contas do ECO.
Entre estes processos, 63 dizem respeito a pequenas empresas e 48 a microempresas, o que está alinhado com a tendência costumeira do mercado de trabalho nacional. Já 23 despedimentos coletivos foram comunicados por médias empresas e 11 foram relativos a grandes empresas.
Os dados da DGERT mostram também que, dos 145 despedimentos coletivos verificados até março, a maioria (88) foi comunicada na região de Lisboa e Vale do Tejo. Entre os demais, 36 foram comunicados no Norte, 14 no Centro, quatro no Algarve e três no Alentejo.
Quanto aos trabalhadores abrangidos por processos de despedimentos coletivos, até ao fim do terceiro mês do ano havia 1.858 trabalhadores a despedir, mais 15% do que há um ano. Também o número de trabalhadores efetivamente despedimentos aumentou, de 1.593 nos primeiros meses de 2025 para 1.771 no primeiro trimestre deste ano.

No que toca especificamente ao mês de março, foram efetivamente despedidos 878 trabalhadores, dos quais a maioria (745) estava ao serviço das indústrias transformadoras.
A DGERT dá conta também que cerca de oito em cada dez dos trabalhadores efetivamente despedidos em março foram dispensados na sequência da redução do número de empregadores. Por outro lado, 5% foram-no por encerramento de uma ou várias secções ou estrutura e 16% por encerramento total e definitivo da organização.
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