Empresas de Defesa pressionam EUA a adiar proibição de uso de ímanes de terras raras da China

  • eRadar
  • 18 Maio 2026

Os grupos contratadas pelo setor militar dos Estados Unidos têm pressionado Washington para adiar os prazos da proibição do uso de ímanes de terras raras da China para terem mais tempo para adaptarem.

As empresas do setor da Defesa norte-americanas pressionaram Washington a adiar o prazo que proíbe a importação de ímanes de terras raras provenientes da China para as forças armadas dos Estados Unidos, prazo que deverá entrar em vigor nos próximos meses.

Os grupos do setor querem mais tempo para se adaptarem à proibição, que o governo norte-americano quer impor, do uso de ímanes de terras raras chineses nos contratos com o departamento de defesa do país, de acordo com quatro pessoas familiarizadas com o assunto, citadas pelo Financial Times.

Apesar de a Administração Trump ter injetado vários milhões de dólares na indústria nacional de exploração de terras raras, a China continua a ser a principal produtora de ímanes de terras raras. Especialistas da indústria alertam que uma cadeia de abastecimento alternativa, que consiga competir com a China, levaria anos a ser elaborada, com a proibição a surgir numa altura em que praticamente todos os países procuram reforçar os seus equipamentos militares.

Os ímanes de terras raras são essenciais para a produção de uma ampla gama de tecnologias de defesa, desde sistemas de armas até caças, por exemplo. Mas a principal fornecedora, a China, tem vindo a limitar o acesso a tecnologias-chave, o que levou também a Comissão Europeia a preparar medidas que vão obrigar as empresas europeias a adquirir componentes essenciais a pelo menos três fornecedores diferentes, com vista a reduzir a dependência do bloco face à China.

No mesmo sentido, os Estados Unidos querem tornar-se independentes. Uma pessoa familiarizada com o assunto afirmou ao jornal britânico que as empresas de defesa têm “resistido” à proibição de importações de ímanes com origem na China, argumentando ao Congresso dos Estados Unidos que as empresas apenas representam um pequeno segmento do mercado mundial destes materiais.

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