Jerónimo Martins já fechou todas as lojas Hussel. Oito funcionários passam para o Pingo Doce

Dos colaboradores efetivos da empresa de chocolates e gomas Hussel que optaram por permanecer no grupo, “oito foram integrados no Pingo Doce, desempenhando funções na estrutura de operações”.

ECO Fast
  • A Jerónimo Martins já encerrou a totalidade das 18 lojas da marca Hussel em Portugal.
  • Os últimos estabelecimentos fecharam portas no dia 27 de abril.
  • A decisão de encerrar a Hussel foi motivada pela falência da parceira alemã, que gerou problemas de abastecimento e insustentabilidade financeira da operação em Portugal.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Jerónimo Martins JMT 0,06% encerrou toda a rede de 18 lojas de chocolates e gomas Hussel. Os últimos espaços fecharam portas a 27 de abril, confirmou ao ECO fonte oficial do grupo retalhista, recusando divulgar o custo final aproximado desta decisão.

As derradeiras unidades comerciais a cessar a atividade foram as que estavam localizadas nos centros comerciais Amoreiras, Colombo e Vasco da Gama, em Lisboa; no Via Catarina (Porto), em Cascais e em Sintra, com as quais concluiu a descontinuação progressiva da marca no país.

Quando no início deste ano anunciou a decisão de encerrar as lojas da Hussel, o grupo tinha assegurado que os colaboradores — “cerca de 60 pessoas, na sua maioria com vínculos efetivos”, segundo contabilizou na altura ao ECO — seriam integradas noutras companhias do grupo em Portugal.

Dos colaboradores efetivos da Hussel que optaram por permanecer no grupo, oito colaboradores foram integrados na companhia Pingo Doce, desempenhando funções na estrutura de operações.

Fonte oficial do Grupo Jerónimo Martins

Questionada sobre quantas foram mesmo reintegradas no final do processo, fonte oficial respondeu agora ao ECO que “dos colaboradores efetivos da Hussel que optaram por permanecer no grupo, oito colaboradores foram integrados na companhia Pingo Doce, desempenhando funções na estrutura de operações”.

“Aquando da decisão de descontinuar a operação da Hussel, a nossa prioridade absoluta foi garantir estabilidade de emprego aos colaboradores numa das companhias do grupo em Portugal”, salientou ainda a dona do Pingo Doce, que teve uma quebra de 6,8% nos lucros no primeiro trimestre deste ano.

Negócio começou a ‘amargar’ na Alemanha

No anúncio feito em janeiro, o grupo liderado por Pedro Soares do Santos justificou o encerramento da Hussel com um “conjunto de fatores” cujo “impacto duradouro levou ao entendimento de estar-se perante uma situação de insustentabilidade da empresa sem que existam fundadas perspetivas de reversibilidade”.

Na base dos problemas esteve a falência, em 2024, da alemã Hussel GmbH, até então acionista minoritária (49%), o que pôs fim à parceria em que assentava a operação em Portugal e gerou “problemas de abastecimento e de perda de escala”. “Num contexto de forte subida dos custos — sobretudo os relacionados com rendas –, estas dificuldades acabaram por revelar-se insanáveis”, acrescentou.

Com a insolvência da antiga parceira, fundada em 1949 em Hagen, após a amortização das ações que ela detinha e a correspondente redução do capital social, o grupo português passou a deter 100% da Hussel Ibéria. Segundo os últimos dados disponíveis, relativos a 2024, a sociedade com sede em Lisboa teve prejuízos de 893 mil euros, o que representou um tombo de 63,3% face aos resultados do ano anterior.

Por outro lado, pesou ainda “a forte e continuada pressão sobre o preço do cacau induzida por uma combinação de fatores, com destaque para a queda da produção nos grandes países produtores (quando a procura global continua a aumentar), o impacto das condições climatéricas adversas nas colheitas e a tendência regulatória crescente (trazida designadamente pela anunciada aplicação do Regulamento Europeu Contra a Desflorestação)”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Jerónimo Martins já fechou todas as lojas Hussel. Oito funcionários passam para o Pingo Doce

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião