Paulo Rangel condena “veementemente” as posições do PS sobre a Base das Lajes

  • eRadar
  • 18 Maio 2026

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, condenou a forma como o PS tem abordado a autorização do uso da Base das Lajes, nos Açores, por parte dos militares norte-americanos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, condenou “veementemente a forma como o Partido Socialista, o seu líder secretário-geral e o seu líder parlamentar” têm abordado a autorização de uso da Base das Lajes às forças armadas norte-americanas. O PS quer ouvir Paulo Rangel no Parlamento depois das declarações de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, sobre a disponibilidade do país para o uso da base açoriana pelas forças militares americanas.

Paulo Rangel afirmou que José Luís Carneiro “conhece este assunto melhor que ninguém, porque foi consultado previamente” e que os deputados do partido “conhecem os pormenores que explicam todas as questões” que têm vindo a colocar. “Vir fazer este tipo de atitude, em rutura com a tradição do PS, é inaceitável”, acusou Rangel, em declarações aos jornalistas em Lisboa.

O ministro português disse que está disponível para ir na quarta-feira ao Parlamento esclarecer o assunto, se “for de acordo com as regras do Parlamento”, sendo esta a “única data” que Paulo Rangel demonstrou estar disponível, acrescentado que a sessão deverá ser feita “à porta aberta”.

Quem tem que dar explicações é o Partido Socialista, de porque é que mudou a sua posição“, afirmou Paulo Rangel, justificando que o secretário-geral do partido tinha dito anteriormente no Parlamento, “logo na primeira semana de março, que concordava com os termos de autorização que foi dada” aos militares norte-americanos.

Contudo, o ministro dos Negócios Estrangeiros nacional esclareceu que, em relação aos moldes de disponibilidade da base açoriana, “uma coisa é antes do ataque”, perpetuado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e “outra coisa é depois do ataque”.

“Antes disso, a Base das Lajes foi usada como todas as bases europeias em fevereiro, bases em Espanha, bases em Itália, todas elas foram usadas de acordo com o regime geral de autorizações tácitas. Portanto, não tem nenhuma diferença para nenhum país, até ao dia 28 de fevereiro”, adicionou Paulo Rangel.

O ministro português ainda vincou que as declarações de Marco Rubio não devem ser interpretadas de “forma literal” e que “cada um faz as interpretações que quer”, defendendo que as palavras do secretário de Estado norte-americano “não foram ditas literalmente, mas independentemente disso, mesmo que fossem, não há nenhuma acrimónia porque está tudo claro”, aferiu.

(Artigo atualizado pela última vez às 12h14 com mais informação).

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Paulo Rangel condena “veementemente” as posições do PS sobre a Base das Lajes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião