SITAVA e CESP aderem à greve geral

  • Lusa
  • 18 Maio 2026

Os sindicatos querem “rejeitar o pacote laboral de assalto aos direitos e de afronta à Constituição da República Portuguesa” e “combater a política de retrocesso".

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroporto (SITAVA) anunciou esta segunda-feira que vai aderir à greve geral de 3 de junho contra a reforma laboral. Também o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) vai juntar-se à paralisação.

Em comunicado, o SITAVA informa que “a greve, sob a forma de uma paralisação total do trabalho durante todo o período de funcionamento correspondente àquele dia”, tem dois objetivos: “Rejeitar o pacote laboral de assalto aos direitos e de afronta à Constituição da República Portuguesa” e “combater a política de retrocesso e exigir um outro rumo para o País”.

O SITAVA esclarece ainda que os trabalhadores vão assegurar os serviços mínimos indispensáveis, incluindo voos urgentes por razões de segurança, voos ambulância, emergências em voo, voos de Estado e voos militares.

Também serão garantidas ligações mínimas às ilhas. Nos Açores, serão asseguradas as duas primeiras descolagens e aterragens em São Miguel e na Terceira, uma ligação em cada uma das restantes ilhas e a primeira ligação entre o continente e a região. Na Madeira, será garantida a primeira ligação entre o continente e a região e a primeira ligação entre o Funchal e o Porto Santo.

Já o CESP condenou que, enquanto o custo de vida está a aumentar, as empresas de distribuição alimentar somam lucros e o Governo propõe-se “aumentar a exploração dos trabalhadores do setor”.

Recusamos as propostas do Governo para perpetuar os salários baixos, desregular ainda mais os horários de trabalho e o trabalho à borla, atacar os direitos das mães e pais trabalhadores e das crianças, perpetuar a precariedade dos jovens, facilitar os despedimentos e atacar os direitos coletivos dos trabalhadores”, adianta a nota enviada à imprensa.

A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. O Governo aprovou na semana passada em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

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