Telefónica inicia 2026 “acima das expectativas” e consolida a sua recuperação operacional

  • Servimedia
  • 18 Maio 2026

Resultados trimestrais que foram avaliados positivamente por importantes empresas internacionais de análise.

Segundo a empresa, as receitas atingiram €8.127 milhões entre janeiro e março, representando um aumento de 0,8% em termos orgânicos. Além disso, o EBITDA ajustado avançou 1,8%, superando as previsões de consenso do mercado, enquanto o fluxo de caixa livre se situou em €333 milhões e a dívida líquida diminuiu para €25.300 milhões, reduzindo a alavancagem para 2,72 vezes o EBITDA após desinvestimentos na América Latina.

A UBS classificou as contas do primeiro trimestre como “um trimestre forte e limpo”, enquanto Bernstein sublinhou que a empresa “está claramente no caminho certo para atingir todas as suas metas anuais.” Por sua vez, a Bestinver sublinhou que a Telefónica “continua a reconstruir a confiança operacional” em torno do seu plano estratégico de médio prazo.

As operações em Espanha e no Brasil foram apontadas por analistas como os principais motores de crescimento do grupo. Em Espanha, a operadora acumulou dez trimestres consecutivos de crescimento acelerado, com receitas a subir 2%, uma melhoria nos clientes de banda larga e televisão, e um mínimo histórico na taxa de abandono de clientes, que se situa nos 0,7%.

FORÇA NO BRASIL E RECUPERAÇÃO NA ALEMANHA

No Brasil, a Vivo liderou o crescimento orgânico do grupo, com um aumento de 7,4% nas receitas e 8,7% no EBITDA, impulsionado pelo sólido crescimento na aquisição de clientes móveis e de fibra. Os analistas destacaram o desempenho deste mercado como um pilar-chave para a estratégia de expansão da Telefónica.

Por outro lado, o negócio na Alemanha, afetado pela perda do contrato grossista com a 1&1, mostrou sinais de estabilização. Bernstein destacou que “o ajuste do negócio alemão está a ocorrer sob melhor controlo de margem”, enquanto Berenberg destacou melhorias sequenciais na receita média por utilizador (ARPU) e eficiências operacionais superiores às previstas.

A JB Capital, por sua vez, enfatizou a melhoria do balanço da empresa e elevou o seu preço-alvo para 3,9 euros por ação. “Espanha acelera o crescimento, a Alemanha testa terreno e o Brasil mantém-se forte”, afirmou a empresa.

FUTURO PROMISSOR

A Telefónica reiterou todas as suas previsões para 2026, mantendo o seu roteiro de médio prazo, que inclui receitas orgânicas e crescimento do Ebitda entre 1,5% e 2,5%, bem como um fluxo de caixa livre próximo de 3.000 milhões de euros. Estes objetivos refletem a confiança da empresa na sua estratégia e na consolidação da sua recuperação.

Apesar dos bons resultados, o mercado mantém-se atento a possíveis movimentos de consolidação na Europa, especialmente na Alemanha, embora a empresa tenha evitado comentar futuras operações corporativas durante a apresentação dos resultados.

Os analistas concordam que a Telefónica deu passos significativos para reforçar a sua posição num ambiente competitivo. Segundo Bernstein, o grupo está a alcançar “uma integração profunda entre inovação tecnológica e inovação industrial”, o que lhe permite otimizar a sua estrutura e adaptar-se aos desafios do setor.

Com o apoio de empresas como UBS, Bernstein, Bestinver e JB Capital, a Telefónica continua a consolidar-se como um dos principais intervenientes no setor das telecomunicações, com uma estratégia clara voltada para o crescimento sustentável e a melhoria operacional nos seus principais mercados.

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