EDP integra renováveis no Brasil na subsidiária local e quer EDPR focada em mercados com maior potencial

Escassez de oportunidades de investimento nas renováveis no Brasil está por trás da decisão. Grupo liderado por Miguel Stilwell de Andrade foca a atenção da EDPR em mercados com mais potencial.

A EDP decidiu integrar os ativos da EDP Renováveis (EDPR) no Brasil em outra subsidiária, a EDP Brasil, num reajustar de portefólios no qual a EDPR poderá focar em mercados com maior potencial de crescimento, informou a elétrica esta terça-feira.

“A EDP informa que decidiu integrar as operações de produção, trading e fornecimento de eletricidade no Brasil na sua subsidiária, integralmente detida, EDP – Energias do Brasil S.A”, explicou a EDP, em comunicado divulgado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Neste contexto, foi celebrado um acordo para a aquisição, pela EDP Brasil, de 100% da EDP Renováveis Brasil, atualmente subsidiária da EDP Renewables”, adiantou. A EDP detém 71,3% da EDPR e 100% da EDP Brasil.

A elétrica liderada por Miguel Stilwell de Andrade adiantou que o equity value da EDPR Brasil nesta transação é de cerca 4,1 mil milhões de reais (perto de 0,7 mil milhões de euros, considerando uma taxa de câmbio euro/real de 6,0), sujeita a ajustes habituais para uma operação desta natureza até à data de conclusão da transação, prevista até ao final de 2026, correspondendo a um Enterprise Value de cerca de 1,5 mil milhões euros.

A integração na EDP Brasil “reforça a agilidade, competitividade e capacidade de gestão de risco da EDP no mercado livre de eletricidade brasileiro, que se encontra em
desenvolvimento, com a liberalização gradual dos segmentos de pequenas e médias empresas e retalho”, explicou.

Em comunicado separado, a EDPR explicou que no Brasil opera uma capacidade instalada total de 1,8 gigawatts (1,1 GW eólico onshore e 0,7 GW solar utility scale). “Tendo em conta as limitadas perspetivas de mercado para o desenvolvimento de projetos renováveis no Brasil, o Plano de Negócios 2026-2028 da EDPR não contemplava crescimento de capacidade neste mercado”.

Esta transação permite à EDPR reforçar o seu foco em mercados de crescimento com rating A, para Eólico, Solar e Baterias (BESS), cujo peso no EBITDA aumenta de cerca de
90% para mais de 95%, maioritariamente nos Estados Unidos da América e na Europa” vincou, acrescentando que a melhoria associada dos níveis de alavancagem financeira suporta a flexibilidade na execução do plano de investimentos, rotação de ativos e desinvestimentos pela EDPR.

(Notícia atualizada às 17h52 com mais informação)

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