Hoje nas notícias: reforma laboral, médicos de família e Açores

  • ECO
  • 19 Maio 2026

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

A ministra do Trabalho diz que o Presidente da República “deu respaldo à UGT” para não celebrar o acordo relativo à reforma da lei laboral, em sede de concertação social. E a UGT foi dizer aos deputados do partido de André Ventura que o que o Executivo quer fazer é lesivo para os trabalhadores, agora que a proposta de alterações à lei laboral segue para o Parlamento e o “sim” do Chega pode ser determinante. Por outro lado, o Governo reviu em baixa as metas que tinha traçado para os centros de saúde USF-C, passando agora o objetivo a ser dar médico de família a mais 60 mil pessoas até 2029. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta terça-feira.

Ministra do Trabalho: “Presidente da República deu respaldo à UGT para não celebrar o acordo”

A ministra do Trabalho diz que o Presidente da República “deu respaldo à UGT” para não celebrar o acordo relativo à reforma da lei laboral, em sede de concertação social. Em entrevista no podcast “Política com Assinatura”, da Antena 1, Maria do Rosário Palma Ramalho garante que não responsabiliza António José Seguro, mas entende que ele “empoderou a UGT no sentido que tornou dispensável chegar a acordo”, ainda que quisesse “exatamente o contrário”, ou seja, sentar os parceiros à mesa para negociar. Com o diploma em vias de chegar ao Parlamento, para ser debatido pelos deputados, a governante pressiona o Chefe de Estado. “Confio que o Presidente vai exercer os poderes constitucionais em conformidade com o texto que lhe chegar”, sublinha.

Leia a notícia completa na Antena 1 (acesso livre)

UGT foi dizer ao Chega que pacote do Governo é um “retrocesso completo” nas leis laborais

Após o falhanço das negociações em sede de concertação social, o Governo seguirá com a proposta de alterações à lei laboral para o Parlamento, à procura do “sim” do Chega. Por isso, a UGT foi dizer aos deputados do partido de André Ventura que o que o Executivo quer fazer é lesivo para os trabalhadores. A central sindical desvaloriza a inclusão de 12 das suas propostas no pacote laboral aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros, considerando que a versão final está, na verdade, “mais próxima do anteprojeto” inicial, conhecido em julho de 2025. “Quando nós vamos para uma negociação, há uma coisa que nunca se deve fazer, que é meter linhas vermelhas”, afirmou Rui Miranda, vice-presidente da UGT, num painel sobre a reforma laboral nas Jornadas Parlamentares do Chega, depois de no discurso de abertura do encontro, o presidente do partido ter voltado a uma posição mais dúbia sobre o pacote laboral.

Leia a notícia completa no Expresso (acesso pago)

Governo revê em baixa meta para dar médico de família a mais utentes com ajuda dos privados

Os centros de saúde geridos pelos setores privado ou social, as chamadas USF-C, estão atrasados e as convenções com especialistas privados em medicina geral e familiar ainda nem sequer avançaram. A ambição mantém-se, mas o Governo já reviu em baixa as metas que tinha traçado: se o plano de emergência previa a cobertura de 360 mil utentes em 2025 com as USF-C, agora o objetivo passou a ser dar médico de família a mais 60 mil pessoas até 2029, com a ajuda dos privados. A nova meta consta da proposta de lei das Grandes Opções para 2025-2029, entregue pelo Executivo no Parlamento no final de abril.

Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado)

Açores perdem 25 mil passageiros com saída da Ryanair

A saída da Ryanair da Região Autónoma dos Açores está a ter impacto na chegada de turistas ao arquipélago. Em abril, mês em que a companhia aérea low cost já não operou nas ilhas, houve menos 25.150 passageiros em relação ao período homólogo, o equivalente a uma queda de 12,3%. Segundo os dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), apenas os aeroportos de Santa Maria e do Faial viram o número de passageiros crescer em abril, e as Flores perderam um único passageiro face a abril de 2025. A maior perda foi sentida na ilha de São Miguel, que viu chegarem menos 19.476 passageiros em abril deste ano — uma quebra de 15,5% –, e na Terceira, com uma queda de 5.582 turistas no mesmo período (-13,9%).

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)

Mais de um milhão de ativos, um Fiat 500 e a quebra de dois terços no salário para liderar Lisboa

A primeira declaração entregue por Carlos Moedas ao Tribunal Constitucional como presidente da Câmara de Lisboa mostra como abdicou de rendimentos para voltar à política. No ano imediatamente anterior a esse regresso, em 2020, os seus rendimentos anuais totalizavam 238.492,01 euros. Enquanto autarca, passou a auferir um valor anual próximo dos 75 mil euros (em 2023 foram 73,9 mil e em 2024 foram 76,1 mil). Ou seja, Moedas abdicou de mais de dois terços do seu salário para assumir a liderança da maior Câmara do país. Tanto os rendimentos neste curto período fora de funções políticas como durante os cinco anos na Comissão Europeia terão contribuído para que o património financeiro declarado pelo autarca tivesse aumentado em mais de um milhão de euros desde que saiu do Governo de Passos Coelho. Em 2021, quando foi eleito para Lisboa, declarou ser dono de um Fiat 500 com matrícula de 2015, mantendo-se como a sua única viatura.

Leia a notícia completa no Observador (acesso pago)

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