Metro de Lisboa estuda alargamento do horário

Avaliação será feita em conjunto com a CP e a Transtejo para um eventual ajustamento coordenado de horários. Plano estratégico 2026-2028 prevê ainda redução da indisponibilidade de escadas rolantes.

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  • O Metropolitano de Lisboa irá iniciar um estudo com a CP e a Transtejo para avaliar ajustes coordenados de horários, visando melhorar a mobilidade.
  • O Governo destaca que a procura por transporte público durante a madrugada é reduzida, sendo atendida por outros modos de transporte mais adequados.
  • O Metro de Lisboa pretende reduzir a taxa de indisponibilidade de elevadores e escadas rolantes, com o objetivo de voltar aos níveis de 2019 até setembro.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O Metropolitano de Lisboa vai iniciar este mês um estudo em conjunto com a CP – Comboios de Portugal, e a Transtejo com vista “à avaliação de um eventual ajustamento coordenado de horários”, afirma o Ministério das Infraestruturas e Habitação numa resposta ao Grupo Parlamentar do Chega.

“Este estudo terá em consideração as necessidades dos utilizadores, o apuramento dos recursos humanos necessários, os impactos nos recursos técnicos, a reprogramação da manutenção noturna realizada pelo Metropolitano de Lisboa e a sustentabilidade financeira do sistema”, acrescenta a resposta do gabinete de Miguel Pinto Luz, noticiada inicialmente pelo Negócios.

Eventuais ajustamentos de horário enquadram-se no Plano Estratégico do Metropolitano de Lisboa para o período 2026-2028, que prevê o reforço da oferta, a melhoria da articulação intermodal e a redução progressiva dos tempos de espera, contribuindo para uma resposta mais adequada aos padrões de mobilidade da população”, refere o ministério.

O Metro de Lisboa funciona, em condições normais, todos os dias das 6h30 à 1h00, incluindo fins de semana e feriados. A empresa indica que, dentro desse período, é garantido transporte para qualquer estação da respetiva linha desde que a entrada seja feita até à 1h00. Um horário que “resulta de um equilíbrio entre a resposta à procura de transporte público e as exigências operacionais, de segurança e de manutenção da infraestrutura”, que por razões técnicas e de segurança são realizadas durante o período de encerramento ao público.

O gabinete de Miguel Pinto Luz assinala que em situações excecionais, em que existem picos de procura, o Metropolitano de Lisboa tem procedido ao alargamento do horário de funcionamento, dando como exemplo a noite de Santo António e a Passagem de Ano. A empresa tem reforçado também a oferta em “eventos de elevada procura, como jogos de futebol ou grandes eventos culturais”.

Na pergunta enviada ao Governo, o Chega questionava porque o Metropolitano de Lisboa “continua a operar com horários limitados, desadequados às necessidades de trabalhadores por turnos, deixando sem resposta milhares de utilizadores em períodos críticos?”

O Governo responde que fora destes picos, “a procura por transporte público durante a madrugada é significativamente reduzida, sendo as necessidades de mobilidade asseguradas, de forma mais eficiente e adequada, por outros modos de transporte público de menor capacidade à superfície”, aponta.

Em todo o caso, “qualquer eventual decisão de alargamento do horário de funcionamento deverá, necessariamente, salvaguardar a realização das intervenções de manutenção da via e dos sistemas de segurança, indispensáveis à fiabilidade e continuidade do serviço”.

Reduzir indisponibilidade de escadas rolantes e elevadores

O Chega também questionou o Governo sobre “a persistência de falhas graves de acessibilidade em diversas estações, com elevadores e escadas rolantes frequentemente inoperacionais, comprometendo o acesso de pessoas com mobilidade reduzida”.

Em 2024, registaram-se taxas de indisponibilidade de 24% nos elevadores e de 14% nas escadas mecânicas, sendo que o objetivo do Metro é, até ao final de setembro, completar uma recuperação progressiva destes indicadores e o regresso aos níveis observados em 2019, quando a taxa de indisponibilidade se situava em cerca de 4%.

O Ministério das Infraestruturas e Habitação respondeu que em 2024 registaram-se taxas de indisponibilidade de 24% nos elevadores e de 14% nas escadas mecânicas, sendo que o objetivo do Metro é, até ao final de setembro, completar uma recuperação progressiva destes indicadores e o regresso aos níveis observados em 2019, quando a taxa de indisponibilidade se situava em cerca de 4%.

O gabinete de Miguel Pinto Luz informa que, em janeiro, foi implementado “um novo modelo de manutenção, com a transição de um contrato único abrangente para contratos por estação e respetivos equipamentos, permitindo maior rapidez e eficácia na intervenção”.

“No âmbito do Plano Estratégico 2026-2028, encontra-se igualmente em curso um programa de substituição sistemática de equipamentos degradados, incluindo elevadores, escadas mecânicas e canais de acesso, bem como um plano específico de substituição de elevadores em fim de vida útil e de investimento na instalação de elevadores diretos do exterior para a plataforma, assegurando condições efetivas de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida”, esclarece a resposta do ministério.

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