Suécia vai comprar quatro fragatas à Naval Group por mais de 3,5 mil milhões de euros
A Suécia vai encomendar quatro fragatas ao grupo francês Naval Group por mais de 3,5 mil milhões de euros para reforçar a defesa no Mar Báltico.
A Suécia vai encomendar quatro fragatas ao grupo francês Naval Group por mais de 3,5 mil milhões de euros, assinalando o maior investimento militar do país desde a década de 1980.
O novo membro da NATO – oficialmente desde 2024 – procura reforçar as forças armadas para garantir a segurança no Mar Báltico, perante a ameaça que a Rússia representa desde a invasão da Ucrânia.
“O Mar Báltico nunca esteve tão exposto, questionado e disputado como agora na era moderna. Com esta decisão, estou convencido de que a Suécia está a contribuir para tornar o Mar Báltico consideravelmente mais seguro no futuro“, afirmou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, durante uma conferência de imprensa em Estocolmo, a bordo da corveta sueca HMS Harnosand, citado pela Reuters.
A primeira das quatro fragatas modelo de Defesa e Intervenção Francesa (FDI) do construtor de navios e submarinos militares – detido maioritariamente pelo Estado francês e em mais de 30% pela Thales – deverá ser entregue em 2030, tornando-se então no maior navio da Marinha da Suécia.
As fragatas FDI é apenas uma das classes de navios de superfície produzidos pelo Naval Group, que constrói desde navios patrulha a porta-aviões, drones subaquáticos e de superfície, a submarinos com capacidades nucleares.
Naval Group na corrida das fragatas para a Marinha Portuguesa
O Naval Group é um dos grupos de estaleiros que já se posicionaram para fornecer as futuras fragatas à Marinha portuguesa, comprometendo-se a devolver 20% do montante investido na compra das três fragatas à economia portuguesa.
O grupo francês apresentou ao Governo, no ano passado, uma proposta para investir na modernização do Arsenal do Alfeite e na criação de um hub de indústria naval para prestar apoio à Marinha Portuguesa. O investimento, “estimado em dezenas de milhões de euros”, passa pela criação de uma nova empresa detida pelo grupo francês e o Arsenal do Alfeite.
Os franceses do Naval Group enfrentam a concorrência do grupo naval italiano Fincantieri, que viu três das suas empresas presentes na visita do ministro da Defesa de Itália a Lisboa, onde assinou, em conjunto com o homólogo português, uma declaração de intenções sobre cooperação, sobretudo com incidência na indústria.
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