Aeroportos em Portugal contrariam queda de tráfego global no grupo Vinci em abril

Os aeroportos portugueses registaram um crescimento de 2,3% no número de passageiros em abril. No universo do grupo Vinci houve uma queda de 1,2%.

Os aeroportos portugueses registaram um aumento de 2,3% no número de passageiros em abril, contrariando a queda de 1,2% registada no universo de aeroportos operados pela Vinci, num mês marcado pelo impacto do conflito no Médio Oriente e a forte subida dos preços do jet fuel.

O crescimento no mês passado nos aeroportos portugueses — operados pela ANA, detida pela Vinci — foi, no entanto, inferior aos meses anteriores. O tráfego de passageiros tinha aumentado 4,1% em janeiro, 3,4% em fevereiro e 4,4% em março.

O cenário em Portugal contrasta com vários países onde a Vinci também tem operação. No Reino Unido, onde tem participação nos aeroportos de Gatwick, Edinburgh e Belfast, o tráfego de passageiros caiu 2,7%. Em França, de onde o grupo é originário, registou-se uma queda idêntica. México (-4,1%), Estados Unidos (-1,2%), Chile (-1,5%) e Japão (-7%).

Portugal não foi o único a crescer. Destinos como a República Dominicana (11%), Costa Rica (9%), Cabo Verde (6,2%) e Brasil (5,1%) registaram aumentos expressivos no número de passageiros em abril.

“Em abril, os aeroportos da rede da VINCI Airports registaram tendências mistas, dependendo das diferentes exposições geográficas das suas rotas e dos respetivos contextos locais específicos”, refere a empresa em comunicado.

No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, os aeroportos portugueses registam um aumento de 3,5% no número de passageiros, acima dos 0,8% do grupo Vinci. Em termos de número de movimentos de aeronaves o crescimento nas infraestruturas nacionais é de 1,8%, enquanto a nível global o grupo francês contabiliza uma quebra de 1,9%.

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