BPF já financiou 1.150 milhões de euros a 6 mil empresas afetadas pelas tempestades
Das 6.000 candidaturas que recebeu no âmbito das linhas de apoio à reconstrução para empresas afetadas pela depressão Kristin, o BPF já aprovou 3.000, que se traduzem em 2,5 mil milhões de euros.
“O Banco Português de Fomento (BPF) já colocou 1.150 milhões de euros na conta de 6.000 empresas. Temos aprovados mais 400 milhões de euros em mais 2.500 empresas e temos o compromisso de chegar ao final deste semestre com os dois mil milhões iniciais nas 9.000 a 10.000 empresas que têm que ser apoiadas.” O balanço das linhas de apoio à reconstrução, lançadas pelo BPF para apoiar as empresas e entidades afetadas pela depressão Kristin, foi feito, na noite de terça-feira, pelo CEO Gonçalo Regalado.
Num encontro em Porto de Mós, no âmbito da segunda edição das Factory Talks, com empresários e líderes da região de Leiria, o CEO do Banco salientou, citado num comunicado, que “enquanto houver empresas, e ainda há muitas, que não têm apoio, o BPF não descansará”.
O responsável alertou que “o país perdeu, numa noite [28 de janeiro], 5.300 milhões de euros, praticamente 2% do PIB”.
Gonçalo Regalado avançou ainda que o BPF tem atualmente “mais de 1.200 milhões de euros de subvenções”, explicando que “o Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade [IFIC] – que inicialmente não estava determinado para estas dimensões e estava desenhado para a inteligência artificial, defesa, reindustrialização, agricultura e agroindustrial – está agora também canalizado para estas regiões de calamidade”.
Enquanto houver empresas, e ainda há muitas, que não têm apoio, o BPF não descansará.
Das 6.000 candidaturas que recebeu no âmbito deste IFIC, o Banco já aprovou um total de 3.000, que se traduzem em 2.500 milhões de euros de investimentos. Gonçalo Regalado assegurou aos empresários presentes no encontro que “metade dos apoios públicos do BPF em 2026 será nestes 90 municípios”, onde considera haver “uma maior necessidade de apoio”.
Por tudo isto, o responsável deu a garantia de que as linhas de tesouraria e investimento, bem como as linhas de subvenções, “estão disponíveis e vão continuar disponíveis”.
Gonçalo Regalado aproveitou ainda a oportunidade para avançar que “o Banco vai ter instrumentos novos para a exportação, o investimento, o crescimento e, sobretudo, para criar emprego de qualidade, guardar o que é o mais importante desta terra, que é o empreendedorismo dos empresários e o talento dos cidadãos que estudem na universidade e aqui fiquem”.
Já o presidente do município de Porto de Mós, Jorge Vala, defendeu a urgência de “um PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência] que seja concretizável e executado por aqueles que estão no território e no terreno, e por aqueles que estão a tentar reconstruir esta região”. Este programa foi lançado para responder aos prejuízos causados pelo chamado “comboio das tempestades”, que devastou o país em janeiro e fevereiro deste ano.
Igualmente Pedro Pimpão, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), presente na sessão, apelou a empresários e governantes que “ajudem a reconstruir” as zonas afetadas pelo mau tempo.
“Estamos ao lado dos empresários. Apesar das dificuldades que ainda subsistem, estamos determinados a que esta região continue a assumir-se como empreendedora e líder do ponto de vista do desenvolvimento económico regional”, defendeu Pedro Pimpão.
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