Cada comboio da Alta Velocidade vai custar 42 milhões à CP. Revisão de preço tem travão de 10%

Concurso para a aquisição de 12 comboios foi lançado esta quarta-feira com um preço base de 504 milhões, incluindo peças e dois anos de manutenção. Terão capacidade para 500 passageiros.

ECO Fast
  • O concurso para a aquisição de 12 comboios de alta velocidade para a CP foi lançado esta quarta-feira, com um preço base de 504 milhões de euros.
  • Os novos comboios terão capacidade para mais de 500 passageiros e incluirão várias comodidades, como wi-fi e lugares para bicicletas.
  • O ministro das Infraestruturas destaca que este concurso reflete o compromisso do Governo em modernizar a CP e melhorar a eficiência do serviço.
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O concurso para a aquisição de 12 comboios de alta velocidade para a CP, com opção de mais oito, foi lançado esta quarta-feira. O preço base é de 504 milhões de euros – o equivalente a 42 milhões por unidade –, valor que já inclui peças sobresselentes, ferramentas especiais e manutenção por 24 meses. O primeiro comboio chegará quatro anos após a assinatura do contrato.

O prazo para a entrega de propostas termina a 2 de julho, tendo a qualificação dos concorrentes de estar terminada no prazo de 44 dias, informa o Ministério das Infraestruturas em comunicado. O calendário do concurso prevê a assinatura do contrato no primeiro trimestre de 2027, devendo o primeiro comboio ser entregue em 2031. Os restantes chegarão ao ritmo de uma composição por mês, exceto em agosto.

Os novos comboios terão capacidade para mais de 500 passageiros, estarão adaptados a pessoas com mobilidade reduzida e “incluem lugares para bicicletas bem como sistema de infotainment, wi-fi, tomadas USB-C e sistema de videovigilância”, indica a nota enviada à comunicação social.

Para o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, o lançamento do concurso mostra o compromisso do Governo com “uma CP moderna, capacitada para o mercado de concorrência, para prestar um serviço público cada vez mais eficiente, sustentável e de qualidade”.

O preço base dos 12 comboios é de 504 milhões, sem IVA. Segundo o caderno de encargos, a que o ECO teve acesso, a revisão dos preços está indexada à evolução dos custos de produção industrial e mão-de-obra, com base em indicadores do Eurostat, mas tem uma fórmula travão que impede que a atualização seja superior a 10% para cima e para baixo.

O pagamento pela CP será faseado. O caderno de encargos prevê o pagamento de 30% adiantados: 10% na data de produção de efeitos do contrato, 10% passados 12 meses depois e 10% passados 24 meses. Os restantes 70% serão pagos proporcionalmente à receção provisória de cada comboio, até 2032.

O fabricante dos comboios terá de formar até 50 trabalhadores da CP, entre maquinistas, instrutores, técnicos de manutenção e técnicos de utilização de software. Os comboios terão de garantir a compatibilidade com a bitola ibérica.

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