Governo procura financiamento para Linha Vermelha do Metro de Lisboa: “No limite será o OE”

Após a saída da verba do PRR, a Metropolitano de Lisboa encontra-se a aguardar a notificação formal da Estrutura de Missão, mas mantém a previsão de encontrar uma solução até ao final de junho.

O Governo continua à procura de novas fontes de financiamento para a expansão da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa e admite que a última opção possa ser o Orçamento do Estado (OE). A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, disse esta terça-feira que a solução pode ser essa, depois de a verba ter saído do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A verba do PRR para a Linha Vermelha não pode ser realizada. A Estrutura de Missão, no dia 2 de fevereiro, informou sobre a perda destes fundos, mas a Metropolitano de Lisboa encontra-se a aguardar a notificação formal”, começou por explicar Cristina Pinto Dias, numa audição regimental na Assembleia da República.

A governante esclareceu que será publicada uma nova resolução do Conselho de Ministros com as novas fontes de financiamento – por enquanto, ainda estão “no mercado – e “no limite será OE”. Porém, o calendário previsto mantém-se. “Até ao final do primeiro semestre acreditamos que a consignação será designada”, referiu a secretária de Estado da Mobilidade, em resposta aos deputados na Assembleia da República.

Como noticiou o ECO, em novembro, o financiamento da Linha Vermelha do metro de Lisboa e o Hospital Oriental de Lisboa caiu do PRR, libertando 311 milhões de euros da componente de empréstimos. “Foi libertado o montante de cerca de 311 milhões de euros da componente de empréstimos respeitante aos projetos da linha de metro de Lisboa (linha vermelha até Alcântara) e Hospital de Lisboa Oriental”, lê-se na proposta de proposta de reprogramação.

O projeto de expansão da linha Vermelha, com um investimento total estimado de 405,4 milhões de euros, prevê uma extensão de cerca de 4,1 km e quatro novas estações: Campolide/Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara, onde fará a ligação à futura Linha Intermodal Sustentável, promovendo a ligação ao concelho de Oeiras (LIOS Ocidental). O plano de alargamento da linha, que agora vai do Aeroporto Humberto Delgado até São Sebastião, recebeu da Agência Portuguesa do Ambiente e a declaração de impacto ambiental favorável.

Nova rotunda em Alcântara para acesso à 25 de Abril

Questionado pelo deputado socialista Frederico Francisco sobre a quebra de investimento na ferrovia em 2025 o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, admitiu que houve uma diminuição devido ao plano de investimentos Ferrovia 2020 e Ferrovia 2030, cujo calendário de execução estava atrasado. Porém, este ano está previsto um “orçamento recorde” para a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em relação ao novo acesso à Ponte 25 de Abril, em Lisboa, Hugo Espírito Santo esclareceu que a Metropolitano de Lisboa e a IP estão a trabalhar num novo acesso na zona de Alcântara nessa travessa do rio Tejo, que irá “passar a norte da Avenida de Ceuta” e implicará a construção de uma nova rotunda.

Linha da Beira Baixa reabre reabrir até ao fim de outubro

A linha da Beira Baixa, que se encontra em obras de estabilização de taludes no troço entre Belver, Fratel e Sarnadas de Ródão, entre os concelhos de Gavião e Vila Velha de Ródão, deverá reabrir em setembro ou outubro.

“O que tínhamos dito na última vez era uma reabertura no final deste ano, mas a IP [Infraestruturas de Portugal] diz-me que vai conseguir antecipar esta reabertura já para setembro”, afirmou o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.

“A IP informou-me de que está a avançar bem a obra e há menos risco, portanto, provavelmente, em setembro ou outubro teremos a reabertura da linha da. Enquanto isso, a CP está a fazer serviços alternativos”, disse o governante com a pasta das Infraestruturas.

Notícia atualizada às 14h05 com mais informação

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