Greve geral põe em risco mais de 500 voos no dia 3 de junho, diz sindicato
Sindicato que representa tripulantes de cabine afirma que a paralisação irá afetar também alguns voos nos dias anteriores e subsequentes.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) contabiliza “mais de 500 voos programados” para o dia da greve geral, sendo que a paralisação “irá afetar também os dias anteriores e subsequentes”, afirma num comunicado enviado aos associados a que o ECO teve acesso.
A estrutura sindical, que representa os tripulantes de cabine, aprovou na terça-feira, em assembleia-geral, a adesão à greve geral convocada pela CGTP para o dia 3 de junho para contestar as alterações à legislação laboral que o Governo pretende introduzir. A paralisação dos tripulantes promete provocar constrangimentos na operação da TAP, Portugália, SATA, e de outras companhias com aviões baseados em Portugal, como a easyJet ou a Ryanair.
O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), que representa o pessoal de terra, entregou na segunda-feira mais de uma dezena de pré-avisos de greve, afirmou ao ECO Paulo Duarte, dirigente do SITAVA. O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil não quis, para já, adiantar a sua posição.
O ECO questionou a TAP e a SATA sobre os ajustamentos que estavam a fazer à operação devido à greve geral, mas não obteve ainda resposta. Noutras paralisações, quando necessário, as companhias áreas tentam colocar os passageiros em voos noutros dias.
"O perpetuar desta insistência demagoga e errada da parte do Governo, ao insistir em levar avante esta proposta, poderá provocar danos impactantes nas empresas e na própria economia em Portugal, não só no dia 3 de junho, mas podendo resultar num verão quente.”
A adesão à greve geral foi aprovada por 79% dos tripulantes presentes na assembleia geral realizada na terça-feira. No comunicado, o SNPVAC considera que o pacote laboral do Governo “não pretende ser um modernizador, mas sim um desregulador das relações laborais entre empresas e trabalhadores”.
O sindicato alude também à possibilidade de outras paralisações: “o perpetuar desta insistência demagoga e errada da parte do Governo, ao insistir em levar avante esta proposta, poderá provocar danos impactantes nas empresas e na própria economia em Portugal, não só no dia 3 de junho, mas podendo resultar num verão quente.”
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