Montenegro defende suspensão “parcial” do acordo de associação entre Israel e a União Europeia

O primeiro-ministro considera “inaceitável” tratamento israelita aos ativistas da flotilha, entre os quais estão dois portugueses.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou esta quarta-feira “inaceitável” o tratamento israelita aos ativistas detidos e admitiu que Portugal defende uma suspensão parcial do acordo de associação entre a União Europeia e Israel.

“É uma situação absolutamente inaceitável. Relativamente às discussões que temos no âmbito da União Europeia, Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel e veremos, nos próximos encontros, se há alguma evolução nesse domínio”, afirmou o primeiro-ministro em declarações à RTP.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que “Portugal condena veementemente o comportamento intolerável do ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos ativistas da flotilha, numa humilhante violação da dignidade humana”.

Numa publicação na rede social, o ministério acrescentou que “o Governo português tem estado em permanente contacto com as autoridades israelitas para garantir a libertação imediata dos cidadãos nacionais, com garantias de proteção, o que agora se torna ainda mais urgente”.

As declarações do Governo português surgem depois da divulgação, na rede social X, de um vídeo publicado pelo ministro Itamar Ben-Gvir, líder do partido de extrema-direita Otzma Yehudit, no qual os ativistas aparecem amarrados e ajoelhados, com a cara no chão. “É assim que recebemos os apoiantes do terrorismo. Bem-vindos a Israel”, escreveu Ben-Gvir.

Também o Presidente da República, António José Seguro, recebeu esta tarde os familiares dos dois portugueses que foram detidos em Israel e garantiu que está a acompanhar a situação.

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