Projeto de gigafábrica em Sines exclui polo secundário na central do Pego
Toda a operação vai concentrar-se em Sines, tendo em conta que é lá que estão amarrados importantes cabos submarinos de telecomunicações e que já conta com um mega centro de dados.
Contrariamente ao que chegou a ser equacionado, o plano para a instalação de uma gigafábrica de inteligência artificial (IA) em Sines, no âmbito da candidatura ibérica a um dos cinco projetos deste tipo que a Comissão Europeia está a promover, exclui a criação de um polo secundário na zona industrial do Pego, onde funcionava a antiga central a carvão, no concelho de Abrantes.
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Segundo noticia o Correio da Manhã (acesso pago), a solução deverá passar, afinal, por concentrar toda a operação na cidade portuária do litoral alentejano, à qual estão amarrados importantes cabos submarinos de telecomunicações e que já conta com um mega centro de dados. Em Espanha, a cidade escolhida é Tarragona, na região da Catalunha.
O investimento neste projeto supera os oito mil milhões de euros, provenientes de fundos públicos e privados. Com mais de 100 mil processadores avançados, a gigafábrica de Sines terá uma capacidade de 150 megawatts (MW) de computação, prevendo-se que esteja plenamente operacional em 2028. Na prática, as instalações servirão para treinar modelos avançados de IA, a aplicar em várias indústrias, como a defesa ou a farmacêutica.
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